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domingo, 20 de novembro de 2016

Política macroeconômica brasileira nas mãos de Wall Street. O papel insidioso do Ministro das finanças de Michel Temer, Henrique Meirelles de Campos.

O papel insidioso do Ministro das finanças de Michel Temer, Henrique Meirelles de Campos.

Um antigo Presidente/CEO de uma das maiores instituições financeiras da América (e um cidadão dos EUA), Henrique Meirelles de Campos, controla as principais instituições financeiras do Brasil e define a agenda macroeconômica e monetária para um país de mais de 200 milhões de pessoas, orientado por Wall Street.
O Henrique de Campos Meirelles, ministro interino das finanças, inicou a reforma e o controle sobre a política monetária e macroeconômica. O gerenciamento chave do ponto  de vista de Wall Street são: o Banco Central, que domina a política monetária, bem como operações de câmbio; do Ministério das Finanças e do Banco do Brasil.
Em nome de Wall Street e do "consenso de Washington", o "governo" de Michel Temer nomeou um ex-CEO da Wall Street (com cidadania dos EUA) para chefiar o Ministério das finanças.
Henrique de Campos Meirelles, um antigo presidente do Fleet Boston Financial Global Banking (1999-2002) e ex-chefe do Banco Central, sob a Presidência de Lula foi nomeado Ministro das finanças em 12 de maio.
Ilan Goldfajn, nomeado para dirigir o Banco Central, foi economista-chefe do maior banco privado do Brasil, Itaú. Goldfajn tem laços próximos com o FMI e o Banco Mundial. Ele é um compadrio financeiro de Meirelles.

Antecedentes históricos 1

O sistema de moeda do Brasil sob o Real é fortemente dolarizado. As operações de dívida interna são conducentes a uma aumento da dívida externa. Wall Street tem a intenção de manter o Brasil em uma camisa de força monetária.
Desde o governo de F.H. Cardoso, Wall Street tem exercido controle sobre compromissos econômicos do Brasil, incluindo o Ministério das finanças, o banco do Brasil e o Banco Central. Sob os governos de FHC e Luis Ignacio da Silva (Lula), a nomeação do governador do Banco Central foi aprovada por Wall Street.
Todos os 3: Cardoso, Lula e Temer, têm compromissos em nome de Wall Street
Armínio Fraga: Presidente do Banco Central (4 de março de 1999 – 1 de janeiro de 2003) foi o gestor de fundos de hedge e estava associado à George Soros, do fundo Quantum, de New York, e tem a dupla cidadania Brasil-EUA.

Henrique de Campos Meirelles, Presidente do Banco Central, (1 de janeiro de 2003 – 1 de janeiro de 2011). Tem a dupla cidadania Brasil-EUA. Foi e Presidente e COO do Bank de Boston (1996-99) e presidente do FleetBoston do Financial Global Banking (1999-2002). Em 2004, o FleetBoston fundiu-se com o banco América. Antes da fusão com o banco América, FleetBoston foi o sétimo maior banco dos EUA. O Banco América é atualmente o segundo maior banco dos EUA.
Depois de ter sido demitido por Dilma em 2010, Meirelles foi nomeado Ministro das Finanças pelo Michel Temer.

Ilan Goldfajn, economista-chefe do maior banco privado do Brasil, Itaú. Goldfajn foi nomeado pelo governo de Michel Temer para dirigir o Banco Central. (16 de maio de 2016). Ele tem a dupla cidadania Israel-Brasil.
Goldfajn já havia trabalhado no Banco Central sob a direção de Armínio Fraga, bem como sob a direção de Henrique Mereilles. Ele tem laços pessoais próximos ao Professor Stanley Fischer, atualmente Vice-Presidente do Federal Reserve. Nem será necessário dizer que a nomeação do Golfajn ao Banco Central foi aprovada pelo FMI, o tesouro dos EUA, Wall Street e a Reserva Federal dos EUA.
É interessante notar que Stanley Fischer anteriormente tinha ocupado o cargo de Gerente-Diretor-adjunto do FMI e governador do Banco Central de Israel. Tanto Fischer e Goldfajn são cidadãos israelenses, com laços com o lobby pró-Israel.

Antecedentes históricos 2

No início de 1999, de imediato, acorda do ataque especulativo contra a moeda nacional do Brasil (Real), o Presidente da Central Bank Professor Francisco Lopez (que tinha sido nomeado em Janeiro dia 13 quarta-feira preta 1999) foi demitido pouco tempo depois e substituído por Armínio Fraga, um cidadão americano e funcionário da fundo Quantum de George Soros em Nova York.
"A raposa foi nomeada para guardar o galinheiro".
Mais concretamente, os especuladores de Wall Street foram responsável pela política monetária do Brasil. Sob Lula, Henrique Campos de Meirelles foi nomeado presidente do Banco Central do Brasil. Ele havia atuado anteriormente como presidente e CEO dentro de uma das maiores instituições financeiras de Wall Street. O FleetBoston foi o segundo maior credor do Brasil, depois do Citigroup. Para dizer o mínimo, ele estava sob conflito de interesses. Sua nomeação foi acordada antes da adesão de Lula à Presidência.
Henrique Meirelles foi um acérrimo defensor da controverso plano Cavallo do Argentina, na década de 1990: um "plano de estabilização"  de Wall Street, que espalhou o caos econômico e social na Argentina. A estrutura essencial do plano de Cavallo na Argentina foi replicada no Brasil sob o plano Real, ou seja, a aplicação de uma moeda conversível em dólar nacional (Real). O que este regime implica é que a dívida interna é transformada em dólar na denominada dívida externa.
Quando da adesão de Dilma à Presidência em 2011, Meirielles não foi renovado como presidente do Banco Central.
Soberania na política monetária
O Ministro das Finanças Mereilles sob o governo Temer, apóia a suposta "independência do Banco Central". A aplicação deste conceito falso implica que o governo não deve intervir nas decisões do Banco Central. Mas não há restrições nas intervençõpes das "Raposas de Wall Street".
A questão da soberania na política monetária é crucial. O objetivo foi negar a soberania do Brasil na formulação da política macroeconômica.

As "raposas deWall Street"

Sob Dilma, a "tradição" da seleção de uma raposa de"Wall Street" havia sido abandonada, com a nomeação de Alexandre Antônio Tombini, um oficial de carreira do governo, que chefiou o Banco Central do Brasil de 2011 a maio de 2016.
No momento da adesão de Michel Temer como presidente, Henrique Campos de Meirelles foi nomeado para chefiar o Ministério das Finanças. Por sua vez, Meirelles nomeou seus próprios colegas para chefiar o Banco Central e Banco do Brasil. Meirelles foi descrito pela mídia dos EUA como sendo "amigável ao mercado".
Compromissos econômicos de Michel Temer:
- Henrique de Campos Meirelles, Ministro das finanças,tem dupla cidadania Brasil-EUA
- Ilan Goldfajn, Presidente do Banco Central do Brasil, compadrio, nomeado por Meirelles, tem dupla cidadania Brasil-Israel.
- Paulo Caffarelli, Banco do Brasil, bom amigo, nomeado por Meirelles

Observações finais

O que está em jogo através de vários mecanismos – incluindo operações de inteligência, manipulação financeira, propaganda de mídia – é a desestabilização definitiva da estrutura de estado do Brasil e da economia nacional, além do empobrecimento em massa do povo brasileiro.
Os EUA não quer lidar ou negociar com um governo nacionalista soberano e reformista. O que quer é um país manipulável e compatível com dos EUA.
Lula foi "aceitável", porque ele seguiu as instruções de Wall Street e do FMI.
Enquanto a agenda política neoliberal prevaleceu sob Dilma Rousseff, uma agenda reformista-populista também foi implementada, que partiu do patrocínio de Wall Street durante a Presidência de Lula. 
De acordo com o Managing Director, Heinrich Koeller, do FMI (2003), Lula foi "Nosso melhor presidente": "Sou entusiasta [com a administração de Lula]; mas é melhor dizer que estou profundamente impressionado pelo Presidente Lula"(conferência de imprensa do FMI, 2003).
Sob Lula, não havia necessidade de "mudança de regime". 
Luis Ignacio da Silva tinha aprovado o "consenso de Washington".

O desaparecimento temporário de Henrique de Campos Meirelles, após a eleição de Dilma Rousseff foi crucial. 
Wall Street não havia aprovado as nomeações que Dilma fez para o Banco Central e o Ministério das finanças.
É interessante notar que ex-presidente Lula, que tem uma estreita relação pessoal com Meirelles, havia recomendado à presidente Dilma a nomeação de Meirelles para o cargo de ministro das Finanças.

Nota: as 10 regras do Consenso de Washington

As dez regras




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