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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Em que mundo nós estamos, onde para ser escravo é preciso estudar!



Quer criar escravos? Coloque-os na escola/universidade.
A universidade existe para formar escravos e funcionários públicos burocratas, nunca para formar empreendedores, a não ser que sejam escravos dos impostos do governo, estimulados via SEBRAE, SENAC, SESI, CNI e similares.
A nossa escola não incorporou a igualdade de oportunidades.
Continua a funcionar para formar empregados para trabalhar nas empresas de quem?
Dos “Senhores” das oligarquias locais, nacionais e/ou transnacionais?  
Para serem funcionários públicos?
O propósito do nosso ensino é este: a escola forma funcionários públicos e/ou pagadores de impostos.
Passaremos muitos anos a estudar para se sermos escravos?
Sem dúvida, é para isso que serve a nossa escola, para formar escravos.
Ou acham que é para formar conquistadores do mundo?
Agora está na moda dizer que o futuro dos nossos filhos é emigrarem, serem «cidadãos deste mundo global». É uma grande mentira!!!
O futuro deles é sair do país, porque o futuro deles é irem à procura de emprego onde existam empreendedores; esse é o futuro que a escola lhes destinou, não é nenhuma fatalidade do destino.
A genética preparada dos escravos chama-se Escola/Universidade
Assim passamos os anos mais importantes da vida: a aprender coisas cujo único destino é o esquecimento.
A função da Escola no Brasil, produz a atual crise pela qual passa o país com uma educação voltada para a formação de empregados e não de jovens de mentalidade e conhecimento empresarial como exige o mundo atual.
Como sabem, andam por aí muitos chineses; já viram algum à procura de emprego? um Zinho que seja???
Há dias vi um documentário sobre a presença chinesa em África. Saem da China para o coração da África. Isso faz algum sentido? Então lá há empregos para alguém??

Claro que não há empregos (há lá chineses empregados, mas esses não são propriamente emigrantes, são contratados na China para trabalharem em empresas chinesas), o que há lá é oportunidades! Os chineses não saem à procura de emprego, saem à procura de oportunidades. É assim que eles vão para África e criam pequenas empresas em todo o lado. Como são empresários eficientes, rapidamente acabam com a concorrência local e dominam a atividade económica.
Comparem agora com os brasileiros que vivem à procura de emprego; fazem manifestações porque não têm emprego; o índice mais importante para os brasileiros não é o número de empresas que abriu ou fechou, é a taxa de desemprego!
Não acham que há aqui uma diferença gritante? Porque é que é assim?
A geração atual de chineses é maioritariamente filha de camponeses; os camponeses são empresários, não são empregados. Esta é uma geração com uma cultura de empreendedorismo.
Nos países ocidentais, a maioria das pessoas é de empregados há várias gerações.
A cultura é a do empregado. Os professores das escolas são empregados filhos de empregados. Sem uma política de ensino proativa em favor do empreendedorismo, cria-se uma geração de empregados.
É o que ocorre no Brasil. Portanto, a escola deve formar empregados, nunca empresários.
A sociedade deve ser de classes. Os empresários já existem, os futuros empresários serão os filhos dos existentes.
Esta ideia é típica dos sistemas fascistas e afetou todos os países do sul da Europa.
Infelizmente, essa mentalidade ainda permanece. As únicas aulas de empreendedorismo que existem, destinam-se aos que abandonam a escola, porque assim ficam incapacitados de serem empregados, ensina-se-lhes então empreendedorismo, porque ou serão empresários ou ladrões.
Nos países evoluídos não é assim. Já viram um americano emigrar à procura de emprego? Já viram que os espanhóis têm uma taxa de desemprego muito maior do que a nossa e não parecem dar grande importância a isso? Há outras coisas mais importantes.

E porque é que não é assim nos outros países?
Porque a escola se empenha em formar empresários.
Ser capaz de formar uma empresa faz parte dos currículos escolares.
Saber delinear um projeto e desenvolver todos os complexos passos necessários a uma atividade empresarial de sucesso. 
Saber isso não é muito mais importante do que saber classificar as plantas ou saber aquelas regras do português que não fizeram falta nem a Rui Barbosa nem ao Euclides da Cunha???

Assim se passam os anos mais importantes da vida a aprender coisas cujo único destino é o esquecimento.

Poderia surgir um «Bill Gates» no Brasill? A resposta é «não» por múltiplas razões mas a primeira é que um “nerd” dos computadores que tenha uma boa ideia não vai saber fazer nada com ela – quando muito, poderá conseguir vendê-la a um americano empreendedor... ou mesmo a um espanhol.
Estão a perceber a importância de dotar os jovens de mentalidade e conhecimento empresarial?
É como na ginástica: se houver ginástica de massas, aqui e além surgirão ginastas de sucesso; se não houver ginástica para ninguém, isso não vai suceder por maior que seja a qualidade da «matéria prima».
Se a formação para o empreendedorismo for massificada, então surgirão empresários de sucesso que podem relançar a economia; se não existe formação para o empreendedorismo, não vão existir empresários de sucesso nem economia nem país!
A força de um país reside nos seus empresários. Sejam pequenos, médios ou grandes. Não estou falando dos gestores das grandes empresas, esses são empregados como os outros, estou a referir-me aos tantos outros que iniciaram empresas. Claro que os empresários não existem sozinhos, claro que o valor duma sociedade não se resume aos seus empresários, mas eles são vitais.
Dos marinheiros não reza a História a não ser pela mão dos Navegadores.

Só existe futuro para o Brasil se existir uma cultura de empreendedorismo

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