quarta-feira, 4 de março de 2015

Inverno brasileiro. Brasil em guerra. China quer treinar tropas em Manaus. Rússia inicia exercícios militares em Cuba, Vietnã, Coréia do Norte e Brasil





A China é o segundo maior parceiro da América Latina,
depois dos Estados Unidos. 

Segundo a Comissão Econômica para a América Latina
(Cepal), em 2017, o país asiático poderá ocupar o primeiro 
lugar. Em alguns países, como o Brasil, a China se tornou o 
principal destino das exportações, e, assim, o principal 
parceiro comercial do Brasil, ultrapassando os EUA.

A China também é o segundo maior parceiro econômico do 
México, depois dos EUA. Durante sua última visita ao país, 
Xin Jinping deixou claro que quer investir mais na áreas 
mineração, energia e infraestrutura do México.



Mercado de armas


A Rússia ocupa o segundo lugar em exportações de armas 
aos países da América Latina, depois dos Estados Unidos. 
Alemanha e Espanha também participam deste mercado.

Recentemente, a China se tornou um novo grande atuador 
no mercado, especialmente em fornecimento de armas 
ligeiras. No entanto, não virou concorrente direto da 
Rússia, que é responsável pelo fornecimento de armas
pesadas (tanques, aviões etc.).

De acordo com dados do Instituto Internacional de Estudos 
de Paz (Sipri), de Estocolmo, durante os últimos cinco 
anos, as exportações de armamento da Rússia e da 
China para a América Latina cresceram 22%.


Energia e comunicações


A cooperação energética entre a Rússia e os países da 
América Latina é ainda mais desenvolvida. 
Empresas russas, como a Gazprom e a Rushydro, estão 
realizando vários projetos na Argentina e na Venezuela.

Em Honduras, uma empresa estatal chinesa é responsável 
pela construção de uma hidroelétrica, cujo valor ultrapassa 
US$ 350 milhões.

A Rússia colabora ativamente no lançamento de satélites 
com Peru, Argentina e Chile, enquanto a Nicarágua está 
negociando com o gigante asiático o lançamento conjunto 
de um satélite em 2016, que deverá melhorar as 
transmissões de TV e internet para todos os países da 
América Central.

A Rússia e a China participarão de construção do novo canal interoceânico na Nicarágua. 

A China investirá US$ 30 bilhões nesse projeto, que facilitará o transporte para o Pacífico.






A Rússia está aperfeiçoando suas forças nucleares e a força aérea espacial do país. 

Os planos incluem colocar em serviço quatro regimentos de 
mísseis, dois novos submarinos nucleares (Vladimir 
Monomakh e Alexander Nevsky) e mais 50 novos mísseis 
balísticos intercontinentais.

A primeira reunião de 2015, o ministro da defesa Serguei 
Shoigu definiu os planos para esse ano, incluindo 
manobras militares com Cuba, Coréia do Norte, Vietnã e 
Brasil.

O recém estreado Centro Nacional de Gestão de Defesa foi 
sede da reunião. O chefe do Estado Maior da Rússia, 
general Valeri Gerasimov, apresentou um informe com os
planos estratégicos do país, e acusou as atividades da 
OTAN nas fronteiras russas como violatórias dos acordos de 
armas nucleares de alcance médio.

As visitas de destróires e cruzadores da OTAN no Mar 
Negro  e a construção do sistema de defesa de mísseis na 
Romênia e Polônia, são vistos pela Rússia como ameaças 
que devem ser suplantadas por uma maior capacidade 
potencial do exército russo.

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Shoigu declarou que a tarefa do exército ordenada pelo 
presidente Vladmir Putin é não permitir a superioridade 
militar estrangeira e centralizar toda a atenção no 
perfeccionismo das forças nucleares russas e a criação de 
uma nova fase nas forças armadas, com uma força aérea 
espacial.

O plano de cooperação internacional propõe fortalecer o 
Conselho de Segurança Coletiva da OTSC (Organização do 
Tratado de Segurança Coletiva), o fortalecimento da 
cooperação dentro da Comunidade de Estados 
Independentes e a Organização de Cooperação de Shangai,
o desenvolvimento da cooperação dos estados membros 
dos BRICS, assim como os tradicionais sócios russos na 
região da Ásia-Pacífico. 

Foi declarada as conversações para a realização de exercícios navais e aéreos conjuntos com os exércitos de Cuba, Vietnã, Corẽia do Norte e Brasil



Como era o mundo na época da primeira guerra fria.

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Zbigniew Brzezinski, em 1997, na revista Foreign Policy, 
intitulado “A Geostrategy for Eurasia” [Uma geoestratégia 
para a Eurásia], no qual Zbigniew Brzezinski defende que 
os Estados Unidos têm de se estabelecer firmemente na 
Ásia Central, a fim de manter sua posição 
de única superpotência mundial. 
Por mais que muitos leitores estejam familiarizados com a 
forma de pensar de Brzezinski sobre essas questões, 
podem ainda não se ter orientado sobre o que ele diz 
sobre a Rússia. E é muito útil revisar essa parte, porque o recente incremento da violência tem mais a ver com a guerra por procuração movida contra a Rússia, que com a Ucrânia em si mesma. Eis o que diz Brzezinski:
A forma pela qual a Rússia se autodefinirá tem muito a ver com o papel que desempenhará a longo prazo na Eurásia (…
) Mais do que tentar readquirir o status de potência global, a 
Rússia deve priorizar a sua própria modernização. 
Dado o tamanho do país e sua diversidade, um sistema 
político descentralizado somado à economia de 
livre mercado provavelmente se mostrará a melhor opção 
para liberar o potencial criativo do povo russo, assim como 
de seus vastos recursos naturais. Uma confederação 
russa não tão rígida, composta de uma Rússia Europeia, 
uma República Siberiana e uma República do Extremo 
Oriente, poderia inclusive tornar mais fácil o cultivo de 
relações econômicas mais estreitas com seus vizinhos. 
Cada um dos estados confederados habilitar-se-ia então 
para explorar o próprio potencial criativo local, sufocado ao
longo dos séculos pela mão pesada da burocracia 
moscovita. Ao mesmo tempo, uma Rússia descentralizada 
seria menos suscetível aos movimentos do império.
Então, será essa a meta política dos Estados Unidos: criar 
uma “Confederação russa frouxa”, com uma economia que 
possa ser incorporada ao sistema baseado no mercado 
dos EUA? De fato, parece muito fácil a Brzezinski fatiar 
a Rússia em pequenos estados, estados mínimos que não 
tenham poder para ameaçar a expansão imperial dos EUA. 
Indubitavelmente, Brzezinski tem a visão de uma Rússia a 
vender a baixo preço seus “vastos recursos”… E em 
petrodólares, lógico! Para em seguida reinvesti-los em 
Títulos do Tesouro Americano, tornando ainda mais 
ricos os usurários corruptos de Wall Street e 
Washington. Zbig antevê ainda uma Rússia que abdicará 
de seu papel histórico no mundo e não terá voz ativa na 
elaboração da política global. Imagina uma Rússia 
cabisbaixa e conformada, que facilitará as ambições 
imperiais dos Estados Unidos na Ásia, até o ponto mesmo 
em que terá de pagar para reprimir o próprio povo em nome 
dos oligarcas dos Estados Unidos, fabricantes de 
armamento, magnatas do petróleo e o 1%. Considere-se um
parágrafo da peça composta por Brzezinski, que resume as 
metas de Washington na Ucrânia, na Rússia e onde mais 
aparecer qualquer meta. O trecho seguinte aparece na 
abertura da matéria publica, em negritos, não por acaso:

SEGURANÇA TRANSCONTINENTAL

Institucionalizar a forma e definir a substância de um sistema de segurança trans-Eurásia pode vir a se tornar a maior iniciativa de arquitetura política do próximo século. A base de uma nova estrutura de segurança transcontinental poderia ser um comitê permanente composto dos maiores poderes da Eurásia mais EUA, Europa, China, Japão, Confederação Russa e Índia, que poderiam discutir coletivamente os assuntos inerentes à estabilidade da Eurásia. O surgimento de um sistema transcontinental pode gradualmente aliviar os EUA de seus encargos, ainda que continuem alocados por ainda uma geração ou mais, em seu papel decisivo de árbitro da Eurásia. O sucesso geoestratégico desse empreendimento seria régua apropriada para avaliar o legado deixado pelos EUA como primeira e única superpotência global. É o que diz Brzezinski em sua obra prima The Grand Chessboard [O grande tabuleiro de xadrez], de onde tiramos esse pequeno excerto (p.31):

O poder que dominasse a Eurásia dominaria duas das três regiões mais avançadas e economicamente produtivas do mundo. Um simples olhar que se lance ao mapa mostra que quem domina a Eurásia tem assegurada de forma quase automática a subordinação da África, tornando o hemisfério ocidental e a Oceania (Austrália) politicamente periféricos ao continente central do globo. Quase 75% da população mundial vive na Eurásia, e a maioria da riqueza física mundial se encontra ali, ou nas empresas ou no subsolo. A Eurásia provê três quartos dos recursos energéticos conhecidos do mundo. 


Está começando a entender? 

É uma nova corrida do ouro! 

Depois de ter pirateado, agredido e saqueado a classe média dos EUA até o último centavo, deixando em farrapos a economia, Brzezinski, Clinton et caterva estão migrando para pastos mais verdes na Ásia Central, onde se localizam as maiores nações produtoras de petróleo do mundo, com as reservas ilimitadas da bacia do Mar Cáspio e, a cereja do bolo, com zilhões de consumidores ávidos para comprar de tudo, começando por i-pads para matar o tempo, e tudo, é lógico, fornecido por empresas norte-americanas. 

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