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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Banco Central aponta recessão e aciona alerta para 2015. O ano em que o Brasil irá convulsionar.

Deco Bancillon - Correio Braziliense
Publicação: 13/02/2015 11:00 Atualização:

Os temores de que o país voltasse à recessão se confirmaram. Em 2014, mesmo com o governo tendo turbinado gastos para fortalecer a candidatura da presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição, a economia patinou. Números divulgados ontem pelo Banco Central (BC) indicam que a riqueza produzida por famílias e empresas encolheu 0,15% no ano passado. O resultado, medido pelo Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-BR), denuncia a paralisia que se alastra por todo o país. E sugere que o Produto Interno Bruto (PIB), que será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também virá no terreno negativo.

Pelos números do BC, o país já está em recessão. E, a julgar pela intensidade da queda, o último ano do primeiro mandato de Dilma terá sido desastroso em termos de desempenho da economia. O tombo registrado em 2014 foi o segundo maior em uma década e só ficou atrás da contração verificada em 2009, quando o IBC-BR encolheu 1,25%. Naquele ano, a medição oficial do PIB indicou retração de 0,3%.

A diferença nos resultados se deve a metodologias diferentes de cálculo. Enquanto IBGE avalia praticamente todos os setores econômicos, o IBC-BR monitora o comportamento de um conjunto limitado de ramos de atividade, além do recolhimento de impostos por empresas e famílias. Apesar de mais simplificado, o cálculo do BC produz uma fotografia muito semelhante à captada pelo IBGE. Levantamento feito pelo Correio mostra que, nos últimos 10 anos, a distância entre os dois indicadores foi de apenas 0,04 ponto percentual. Em média, o crescimento da economia medido pelo IBC-BR foi de 3,23%, enquanto que o do PIB foi de 3,19%.

A julgar pelo desempenho do indicador do BC, tudo leva a crer que 2015 será um ano marcado por dificuldades ainda maiores. Mesmo em dezembro, tradicionalmente um mês forte devido às vendas de Natal, o IBC-BR encolheu 0,55%, na comparação com novembro. A queda foi menos intensa do que previa o mercado financeiro, que apostava numa retração de 1% na série que considera os ajustes sazonais de um mês para outro. Mas não houve motivo de comemoração. 

“Esse resultado apenas reforça uma dura constatação, a de que a economia está estagnada”, disparou a economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour.

Os números dão razão à analista. Nos últimos três meses de 2014, a variação IBC-BR foi negativa. Foram duas quedas do indicador, de 0,17% e de 0,55%, em outubro e dezembro, respectivamente. Em novembro, a economia ficou estagnada, com expansão zero. Não por acaso, analistas preveem que o movimento fraco registrado na virada do ano poderá contaminar o desempenho da economia no início de 2015.

Desemprego

A economista Alessandra Ribeiro, da consultoria Tendências, avalia que o PIB do primeiro trimestre já começaria no vermelho em 0,5% por causa do chamado carry over (carregamento estatístico) do ano passado. “Funciona como uma herança do que aconteceu de bom ou de ruim na economia, que é jogada para a frente, interferindo no resultado do futuro”, explicou.

Alessandra aposta que o PIB tenha encolhido 0,4% no quarto trimestre de 2014. É o mesmo percentual de queda que o mercado financeiro estima para a atividade econômica nos primeiros três meses de 2015, segundo dados mais recentes do boletim Focus, um levantamento semanal feito pelo BC com uma centena de instituições. O economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, explica o que esses números representam para o bolso do consumidor. “Significa que, provavelmente, a economia voltou a entrar em recessão e que, muito em breve, essa queda do PIB levará muitos trabalhadores para a fila do desemprego”, assinalou.

A Serasa divulgará nesta sexta-feira (13) seu indicador de desempenho da economia em 2014. Rabi adiantou que o número ficará levemente acima do calculado pelo BC, mas reforçou que o cenário ainda é preocupante. Para 2015, o consenso do mercado ainda é de crescimento zero do PIB. Mas, a julgar pelos prognósticos dos maiores bancos do país, o resultado deve ser pior. Itaú e Bradesco preveem queda de 0,5%. O Credit Suisse apostam num tombo maior, de 1,5%. Para a Tendências, caso as ameaças de apagão e de racionamento de água se confirmem, a queda poderá passar de 2%.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/economia/2015/02/13/internas_economia,560914/banco-central-aponta-recessao-e-aciona-alerta-para-2015.shtml

Para explicitar o cenário de 2015, basta observar o que está acontecendo: 

Aumento da inflação
Aumento da tarifa do dólar
Aumento da gasolina
Aumento das tarifas de energia elétrica
Aumento dos assassinatos
Aumento do desemprego
Aumento do tráfico de drogas
Aumento do número de seitas religiosas
Aumento da inadimplência do consumidor
Aumento dos saques da poupança
Aumento das dívidas com cartões de crédito e empréstimos
Aumento das demissões nas empresas

Aumento da desconfiança dos empresários e dos cidadãos no governo

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