sábado, 29 de novembro de 2014

Morre cabo do Exército baleado na cabeça em ataque na Maré, Rio. Venda de drogas na rua. Onde estão os direitos humanos e a ONG Viva Rio? Rearmamento já!

Soldado morre baleado em confronto no Rio; veja vídeo

Michel Augusto Mikami, de 21 anos, que patrulhava Complexo de Favelas da Maré, é o primeiro militar das Forças Armadas morto desde o início das UPPs

Leslie Leitão, do Rio de Janeiro
Soldado Michel Augusto Mikami foi morto durante patrulhamento na Favela da Maré, no Rio
Soldado Michel Augusto Mikami foi morto durante patrulhamento na Favela da Maré, no Rio (Reprodução/Facebook/VEJA)
(Atualizado às 20h55)
Um soldado do Exército, o cabo Michel Augusto Mikami, de 21 anos, foi baleado na cabeça durante patrulhamento de rotina na Vila dos Pinheiros, no Complexo de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio, e morreu nesta sexta-feira. Ele é o primeiro militar das Forças Armadas morto desde o início do plano de pacificação de favelas que originou as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). No mesmo ataque de traficantes, um blindado da Marinha quase caiu em um canal.
De acordo com a assessoria de imprensa da Força de Pacificação, o motorista do tanque blindado fez uma manobra em alta velocidade e bateu no meio-fio, quase caindo no canal do Conjunto Esperança em seguida. Um bandido morreu e outro foi baleado. Ninguém foi preso.
O militar ferido morreu no caminho para o Hospital Central do Exército; antes ele foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila do João. Mikami servia no 28º Batalhão de Infantaria Leve, localizado na cidade de Campinas (SP). A Maré está ocupada pelas Forças Armadas desde abril passado.
Veja abaixo vídeo que mostra o momento em que o soldado é socorrido após ser baleado.

Morre cabo do Exército baleado na cabeça em ataque na Maré, Rio

Militares foram atacados por traficantes nesta sexta-feira.

Do G1 Rio
Michel Mikami era de Vinhedo, no interior de São Paulo (Foto: Reprodução / Facebook)Michel Mikami era de Vinhedo, no interior de São Paulo (Foto: Reprodução / Facebook)
Morreu o cabo do Exército baleado na cabeça enquanto fazia um patrulhamento no Conjunto de Favelas da Maré, Zona Norte do Rio, nesta sexta-feira (28). Michel Augusto Mikami tinha 21 anos e era de Vinhedo, no interior de São Paulo. Esta é a primeira morte de um militar das Forças Armadas desde o início do processo de pacificação, há seis anos, como mostrou o Jornal Nacional.
Um vídeo mostra o momento em que o cabo foi socorrido por médicos e militares logo após o ataque (veja acima).
Em nota, o governador Luiz Fernando Pezão lamentou a morte do militar e reafirmou que o seguirá firme no processo de ocupação das favelas. "Minha solidariedade à família do militar, que perdeu a vida na defesa da paz. Vamos perseguir até o fim a pacificação na Maré e em outas comunidades do Rio. Nada nos fará recuar", disse.

A presidente da República Dilma Roussef também expressou seu pezar por meio de nota. O comunicado ressaltou que o militar "morreu no cumprimento do dever, na missão de pacificação empreendida pelo Exército Brasileiro". "Quero expressar minha dor e minha solidariedade à família e aos amigos de Michel", disse a presidente.

Também na região, um blindado caiu num canal em outro ataque de criminosos. O veículo blindado da Força de Pacificação que estava em patrulhamento na Região do Conjunto Esperança recebeu tiros de supostos envolvidos com facções criminosas que dominam no local.
Segundo a assessoria de imprensa da Força de Pacificação, os policiais responderam aos disparos e, ao manobrar o veículo, colidiram com o meio-fio e caíram no Canal da Avenida 2. O veículo não sofreu maiores danos. Um rádio transmissor foi apreendido.
Blindado perdeu o controle após ataque na Maré (Foto: Reprodução / Globo)Blindado perdeu o controle após ataque na Maré (Foto: Reprodução / Globo)
Ocupação desde abril
A Força de Pacificação está na Maré desde o dia 5 de abril, quando 2,7 mil militares ocuparam 15 comunidades do conjunto de favelas. Mas os confrontos têm sido frequentes. Desde o início da ocupação, mais de 400 pessoas foram presas e 158 menores apreendidos. Nas operações de combate ao tráfico, além de drogas, os militares também apreenderam veículos, motos, armamento e munição

Confrontos na Maré terminam com militar do Exército baleado na cabeça

Soldado morto serviu no Haiti, mas temia favela no Rio

Michel Augusto Mikami, primeiro militar das Forças Armadas morto desde o início do plano de pacificação, ficou seis meses na missão da ONU no Haiti

Mariana Zylberkan
Soldado Michel Augusto Mikami foi morto durante patrulhamento na Favela da Maré, no Rio
Soldado Michel Augusto Mikami foi morto durante patrulhamento na Favela da Maré, no Rio (Reprodução/Facebook/VEJA)
O cabo Michel Augusto Mikami, de 21 anos, morto na tarde desta sexta-feira com um tiro na cabeça durante patrulhamento no Complexo de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro, sabia do risco que corria. Nos últimos dois meses, o soldado foi destacado pelo Exército para atuar no processo de pacificação do complexo. A cada qinze dias, quando voltava para casa em Vinhedo, no interior de São Paulo, ele falava do medo que tinha de retornar ao trabalho.
"Ele falava que não tinha sossego, era tiroteiro dia e noite. Um amigo dele havia tomado um tiro dias antes e ele estava com medo de voltar. Ele sabia o risco que ele estava correndo", diz a prima Isabela Moreira. O soldado iria para casa novamente na próxima terça-feira. Ele é o primeiro militar das Forças Armadas morto desde o início do plano de pacificação de favelas que originou as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). 
O soldado foi baleado na cabeça durante patrulhamento de rotina na Vila dos Pinheiros, no Complexo de Favelas da Maré, e morreu a caminho do Hospital Central do Exército; antes ele foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila do João. Mikami servia no 28º Batalhão de Infantaria Leve, localizado na cidade de Campinas (SP). 
Mikami sempre quis servir o Exército e almejava seguir carreira até alçar postos de comando. Em novembro do ano passado, ele embarcou para servir na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) por seis meses. A experiência e o contato com a extrema pobreza eram descritas pelo soldado como transformadoras. "Ele se impressionou como a frequência como as pessoas adoecem lá por causa da qualdiade da água", diz a prima. 
Na casa onde o soldado morava com os pais, o clima era de incredulidade com a morte tão precoce de Mikami. "Estamos todos transtornados, parece que ainda não caiu a ficha", diz Isabela. A mesma sensação é compartilhada por amigos e parentes na página que deixam mensagens de despedida na página do Facebook do soldado; colegas de Exército o chamam pelo apelido de "japa". 
O corpo do soldado será enterrado na tarde deste sábado no Cemitério Municipal de Vinhedo, no interior de São Paulo. Até a noite desta sexta-feira ainda não havia informações sobre o translado do corpo do Rio para São Paulo. O vídeo abaixo mostra o momento em que o soldado foi socorrido após ser baleado.


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