domingo, 9 de fevereiro de 2014

"DIREITOS HUMANOS". ACOLHAM OS BANDIDOS EM CASA. Criemos o programa social “Adote um Preso”

Quando eu era juiz da infância e juventude em Montes Claros, norte de Minas 

Gerais, em 1993, não havia instituição adequada para acolher menores 

infratores. Havia uma quadrilha de três adolescentes praticando reiterados 

assaltos. A polícia prendia, eu tinha de soltá-los. Depois da enésima 

reincidência, valendo-me de um precedente do Superior Tribunal de Justiça, 

determinei o recolhimento dos “pequenos” assaltantes à cadeia pública, em 

cela separada dos presos maiores.


Recebi a visita de uma comitiva de defensores dos direitos humanos (por 


coincidência, três militantes). Exigiam que eu liberasse os menores. Neguei. 

Ameaçaram denunciar-me à imprensa nacional, à corregedoria de justiça e até 

à ONU. Eu retruquei para não irem tão longe, tinha solução. 


Chamei o escrivão e ordenei a lavratura de três termos de guarda: cada qual 

levaria um dos menores preso para casa, com toda a responsabilidade delegada

pelo juiz.



Pernas para que te quero! Mal se despediram e saíram correndo do fórum. 


Não me denunciaram a entidade alguma.

Não ficaram com os menores.

Não me “honraram” mais com suas visitas e… os menores ficaram presos. 

É assim que funciona a “esquerda caviar”.

Tenho uma sugestão ao professor Paulo Sérgio Pinheiro e ao jornalista 


Jânio de Freitas, à Ministra Maria do Rosário e a outros tantos admiráveis

defensores dos direitos humanos no Brasil. 

Criemos o programa social “Adote um Preso”. 

Cada cidadão aderente levaria para casa um preso carente de direitos

humanos. 

Os benfeitores ficariam de bem com suas consciências e ajudariam, 

filantropicamente, a solucionar o problema carcerário do país. 

Sem desconto no Imposto de Renda.


ROGÉRIO MEDEIROS GARCIA DE LIMA, desembargador (Belo Horizonte, MG)

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