segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Vacina provocou doença no sistema nervoso


Jovem diz que vacina provocou doença no sistema nervoso

Adolescente foi diagnosticada com inflamação do sistema nervoso central

DO G1
Uma jovem francesa de 18 anos acusa a vacina contra HPV Gardasil, produzida pela Sanofi Pasteur, de ter provocado graves efeitos colaterais no sistema nervoso central. Ela apresentou uma queixa contra a empresa, que pode resultar em uma investigação criminal.

A jovem Marie-Océane recebeu a vacina Gardasil aos 15 anos, como outros 2,3 milhões de adolescentes franceses que são, dessa forma, protegidos contra alguns tipos de câncer provocados pelo papilomavírus humano (HPV), entre eles o câncer do colo do útero.

A primeira injeção, segundo seu advogado Jean-Christophe Courbris, foi tomada em 11 de outubro de 2010 e a segunda, em 13 de dezembro.

Em meados de fevereiro de 2011, a jovem começou a ter tonturas e vômitos, sintomas que levaram à sua hospitalização. Depois, sofreu perda temporária da visão, passou a ter dificuldades para andar e desenvolveu uma paralisia facial.

De acordo com o advogado, "o diagnóstico de encefalomielite aguda disseminada (uma inflamação do sistema nervoso central) ou esclerose múltipla foi rapidamente colocado".

Sua condição se estabilizou em agosto de 2012, mas a garota sente-se cansada com frequência, o que dificulta seus estudos, segundo o advogado. Na sexta-feira (22), ela entrou com uma queixa criminal contra a Sanofi por "atentado involuntário à integridade da pessoa humana".

A queixa também visa à Agência Nacional de Medicamentos da França, por acreditar que houve "uma clara violação do dever manifesto de segurança e desconhecimento dos princípios de precaução e prevenção".

A jovem pode se apoiar em uma perícia encomendada pela Comissão Regional para Conciliação e Compensação por Acidentes Médicos de Aquitânia, que encontrou uma "ligação de causalidade" entre a injeção e a reação inflamatõria.

A comissão, no entanto, concluiu que a indenização a Marie-Océane fosse de 50% dos danos provocados pela doença, considerando que uma possível vulnerabilidade genética também tenha contribuído para o problema.

Coincidência

A Sanofi Pasterur confirmou a conclusão da comissão, mas a contesta. Segundo o laboratório, ela se apoia "unicamente na constatação de uma coincidência temporal entre os sintomas da doença e a vacinação", sem provar a relação de causalidade.

Para questionar a vacina, "devemos verificar se a doença é mais comum em um grupo de meninas vacinadas em comparação a um grupo de meninas não vacinadas", disse à AFP Dahlab André, diretor adjunto de Assuntos Médicos da Sanofi Pasteur.

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