segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Bancos e cartões de créditos são agiotas. É hora de maior controle regulatório? Ou o "Governo Comprado" pelo sistema financeiro faz vista grossa e ouvido de mercador?



Os juros dos cartões de crédito são normalmente de 30% a 
50%, mais de cinco vezes o que está na América do Norte. 
Os empréstimos bancários não são muito mais baratos. 
No entanto, mais do que nunca, os consumidores brasileiros
estão endividados e as instituições financeiras estão 
incentivando-os a fazê-lo.
Quem for abrir uma conta no Itaú , maior banco privado do 
Brasil, ficará surpreso ao ver que na conta corrente, será 
incluído automaticamente uma linha de crédito de 500 reais 
na conta com uma taxa de juros 138% ao ano! 
Então, se eu não tenho dinheiro na minha conta e entro 
nessa linha de crédito, estarei pagando cerca de 12% de 
juros ao mês em minhas dívidas. 
Esses tipos de taxas de juros só podem ser classificados 
como agiotagem
A combinação das altas taxas de juros reais do Brasil (entre 
as mais altas do mundo), o sobrepreço das importações 
(devido às tarifas/impostos), o otimismo econômico entre os
 brasileiros, o aumento da inflação, o aumento global no 
preço dos alimentos para animais, e o aumento da 
disponibilidade de crédito, não é de admirar que a que a 
inadimplência do devedor subiu 25% em janeiro de 2011  
o nível mais alto desde 2002. 

Quais são as consequências? 
Os pobres e incultos são os mais atingidos, e os padrões 
mais elevados, inevitavelmente, aumentarão o custo do capital (e as dívidas) ainda mais. 

Inadimplência sobe 12,9% em 12 meses 



Os principais responsáveis pela queda do indicador em janeiro de 2013, foram as dívidas não bancárias (com operadoras de cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc).




Inadimplência sobe 4,25% no primeiro semestre, dizem lojistas

Em junho, taxa registrou crescimento de 6,9% contra mesmo mês de 2010.

No mês passado, a inadimplência cresceu pelo quinto mês seguido.  

A taxa de inadimplência subiu 6,9% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo informações nesta quarta-feira (6) a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em conjunto com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). 

Trata-se  do quinto mês seguido de elevação na taxa. 

Nos seis primeiros meses deste ano, a inadimplência avançou 4,25%.

"O ciclo de aperto monetário, com aumento da taxa de juros básica, vem exercendo pressão negativa no custo do crédito. A falta de critérios adequada para o uso do crédito acaba por elevar os índices de inadimplência", informaram os lojistas, por meio de comunicado.

Os níveis de endividamento e inadimplência voltaram a 

crescer em outubro deste ano. Segundo a Pesquisa 

Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor 

(Peic), da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o 

percentual de famílias inadimplentes no país chegou a 

21,6% em outubro.
Em setembro, o percentual havia sido 20,6%. Entre as 

famílias com renda até dez salários mínimos, o nível de 

inadimplência, ou seja, o número de pessoas que têm 

contas ou dívidas em atraso, foi 23,8% em outubro, ante 

22,9% em setembro. Entre as famílias com renda mais alta, 

o percentual subiu de 10,7% em setembro para 12,3% em 

outubro.
O tempo médio de atraso para o pagamento de uma conta é 

59,6 dias, segundo a CNC. A maior parte das famílias 

(42,7%), no entanto, estava com contas em atraso por mais 

de 90 dias, em outubro. A pesquisa também mostrou que o 

percentual de pessoas com contas em atraso e sem 

condições de pagá-las subiu de 7% em setembro para 7,3% 

em outubro.
Já o nível de endividamento chegou a 62,1% em outubro, 

depois de registrar 61,4% em setembro. 

São consideradas em dívida as famílias que compram com

cartão de crédito, usam cheque especial ou pré-datado ou 

fazem qualquer tipo de crédito ou financiamento, mesmo 

que pague a conta em dia. 

A maior parte (73,9%) se endivida com o cartão de crédito.
Entre as famílias brasileiras, 12,6% se dizem muito 

endividadas, 23,3% mais ou menos endividadas e 26,2% 

Tabela de Juros dos cartões

EmpresasJuros rotativosPagto mínimoJuros parceladosMultaMulta sem mínimo ou totalMulta cobrada a partir do:
American Express CardPayFlex 5,5%100%11,90%2%Total1º dia
American Express Credit5,95% a 10,95%20%11,95%2%Total1º dia
American Express PlatinumPayFlex 5,5%20%11,90%  2%Total1º dia
Bandeirantes MasterCard10,9%20%10,8%2%Total1º dia
Bandeirantes Texaco Doméstico Visa12,94%20%10%2%Mínimo1º dia
Bandeirantes Texaco Internacional Visa11,95%20%10%2%Mínimo1º dia
Bandeirantes Texaco Gold Visa8,95%20%10%2%Mínimo1º dia
Banerj Visa11,7%20%10,38%2%Mínimo5º dia
Baneb Visa10%20%10%2%Total7º dia
Banespa Visa Classic10,45%20%10,42%2%Total1º dia
Banespa Visa Gold5,4%20%10,42%2%Total1º dia
Banestes Visa Internacional9,5%25%7,5%2%Mínimo5º dia
Banrisul Visa9,95%25%9,95%2%Mínimo5º dia
Boston Visa13%20%9%2%Total1º dia
Boston Visa Platrinum13%20%9%2%Total1º dia
Bradesco Visa/MasterCard Doméstico11,25%10%10,5%N/AN/AN/A
Bradesco Visa /MasterCard Internacional11,2%14%10,5%N/AN/AN/A
Bradesco Visa/MasterCard Gold10,6%10%10,5%N/AN/AN/A
Bradesco Diners13%10%10,8%2Total1º dia
Bradesco Platinum5,5%10%8,5%N/AN/AN/A

TAXAS DE JUROS DE CHEQUE ESPECIAL


Taxas De Juros
Posição
Instituição
% A.m.
% A.a.
1
Bco Fator S.A.
1,64
21,60
2
Bco Alfa S.A.
1,76
23,24
3
Bco Sofisa S.A.
1,89
25,15
4
Bco Cedula S.A.
2,33
31,77
5
Bancoob
3,03
43,15
6
Banco Bonsucesso S.A.
3,10
44,32
7
Parana Bco S.A.
3,13
44,69
8
Bco Industrial E Comercial S.a
3,85
57,43
9
Bco La Nacion Argentina
4,07
61,35
10
Caixa Economica Federal
4,13
62,59
11
Bco Do Nordeste Do Brasil S.A.
4,14
62,66
12
Bco Indusval S.A.
4,18
63,41
13
Bco Capital S.A.
4,34
66,54
14
Banif Brasil Bm S.A.
4,44
68,42
15
Bco Paulista S.A.
5,13
82,33
16
Bco Daycoval S.a
5,14
82,46
17
Bco Do Est. Do Pa S.A.
5,33
86,51
18
Bco Luso Brasileiro S.A.
5,38
87,51
19
Bco Do Brasil S.A.
5,46
89,16
20
Bco Da Amazonia S.A.
5,56
91,40
21
Bco Banestes S.A.
6,15
104,57
22
Bco Original Do Agro S/a
6,17
105,16
23
Brb - Bco De Brasilia S.A.
6,18
105,38
24
Bco Do Est. Do Rs S.A.
6,25
106,91
25
Bco Bradesco S.A.
7,90
148,96
26
Bco Safra S.A.
8,09
154,34
27
Bco Do Est. De Se S.A.
8,12
155,09
28
ItaÚ Unibanco Bm S.A.
8,13
155,36
29
Bco Mercantil Do Brasil S.A.
8,14
155,70
30
Bco Rendimento S.A.
9,41
194,17
31
Bco Citibank S.A.
9,80
207,21
32
Hsbc Bank Brasil Sa Bco Multip
9,95
212,02
33
Bco Santander (Brasil) S.A.
10,42
228,47


27/09/2013 A 03/10/2013
Fonte: Banco Central



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