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terça-feira, 21 de maio de 2013

Nazi-fascismo americano: Receita Federal nos Estados Unidos vasculha até o Facebook de seus contribuintes. Eles queria saber tudo sobre eles – até mesmo o que estavam pensando. Eles tinham cópias dos sites, blogs e postagens em redes sociais dos conservadores.


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A mais recente revelação do escândalo envolvendo o Fisco americano, acusado de perseguir grupos conservadores que tentavam conseguir isenção de impostos, traz um dado alarmante: o órgão equivalente à Receita Federal nos Estados Unidos vasculha até o Facebook de seus contribuintes. Segundo a organização americana de jornalismo investigativo Politico, o Fisco analisou posts de grupos não alinhados ao governo democrata e chegou a pedir para saber quais livros os conservadores estavam lendo, mostrando que a investigação ultrapassou a busca por dados confidenciais e examinou também as informações pessoais.
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O procedimento adotado pelo órgão mostra uma clara tentativa de limitar as vozes contrárias  durante as eleições presidenciais do ano passado - exatamente o período em que aumentaram reclamações contra as revisões feitas pelo Fisco.
O Politico teve acesso a documentos examinados pelo Fisco em 2012, de onze membros do Tea Party e de outros grupos conservadores. A apuração demonstrou que o IRS queria saber tudo sobre eles – até mesmo o que estavam pensando. Eles tinham cópias dos sites, blogs e postagens em redes sociais dos conservadores.
Em relatório divulgado na terça-feira, o inspetor-geral do Tesouro americano não conclui que a prática era inapropriada, preferindo um eufemismo: errado era o critério de seleção usado para identificar as organizações que seriam alvo de escrutínio. O texto culpa falhas de gestão no Fisco pela perseguição aos grupos conservadores.
Segundo o relatório, mais da metade dos grupos que foram selecionados para fornecer mais informações tiveram de passar dados “desnecessários”, como o nome de doadores e “o tipo de conversas e discussões de membros e participantes” durante as reuniões da organização. O documento confirma que, ao longo de 18 meses, todos os grupos que tinham “tea party” e “patriotas” no nome foram submetidos a revisões.

Alguns desses conservadores contaram ao Politico que foram exigidas deles “toneladas de informação”. Foram pedidos os currículos dos mais altos membros dos grupos e descrições de suas entrevistas à imprensa. Um deles disse que foi obrigado a dizer até quantos minutos duravam as reuniões do conselho do grupo. Alguns grupos contaram ter desistido da isenção de impostos diante dos questionamentos absurdos.

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