terça-feira, 21 de maio de 2013

Governo nazi-fascista americano: Governo Obama grampeia telefones de jornalista da Fox News e até da agência Associated Press



Dezenas de organizações dos EUA repudiam grampo de Obama a jornalistas da Associated Press


Parlamentares, meios de comunicação, organizações e movimentos sociais norte-americanos exigiram do governo de Obama, na terça, uma explicação oficial pelas denúncias de espionagem telefônica realizada contra jornalistas da agência Associated Press, como divulgado na segunda.

"A administração Obama, que se auto-define como a mais transparente da história, terá como um dos seus legados, uma perseguição sem precedentes contra denuncias com base em informações secretas. Esse governo indiciou duas vezes mais denunciantes do que todas as administrações anteriores somadas e perseguiu investigações de vazamentos de forma mais agressiva do que ninguém antes o fez", afirmou Gabe Rottman, conselheiro legislativo da ACLU (American Civil Liberties Union), referindo-se em especial à prisão interminável de Bradley Manning e as perseguições a Assange, editor do Wikilieaks. "Chegou a hora de uma lei Federal que proteja o direito dos jornalistas. O escândalo da AP torna essa questão urgente para a defesa da democracia", acrescentou. Apesar de que a Constituição protege não só jornalistas como todos os cidadãos norte-americanos e é ela que foi vilipendiada.

Na última segunda-feira, a AP divulgou que teve seus telefones grampeados durante dois meses pela Casa Branca, fato que considerou "uma intrusão maciça e sem precedentes". O grampo ocorreu em abril-maio do ano passado, mas só no final da semana passada a AP foi informada oficialmente da investida realizada em sigilo, através de carta do procurador Ronald Machen.

Revelando a real face da "democracia" que impera nos EUA, a espionagem atingiu a central telefônica da AP, em Nova Iorque e ainda os escritórios em Washington e Hartford, além da sala de imprensa da agência na Câmara de Representantes dos EUA. Telefones fixos, celulares e fax, foram grampeadas, e o total de jornalistas que foram controlados pode chegar a 100, segundo a agência. Pelas normas em vigor, esse tipo de grampo teria de ser expressamente autorizado pelo Procurador-geral do Departamento de Justiça [ministro da Justiça], Eric Holder.

"O alcance desta ação põe em questão a integridade das políticas do Departamento de Justiça em relação à imprensa", assegura uma carta respaldada por mais de 50 organizações e direcionada ao Procurador geral de Justiça, e seu adjunto, James M. Cole, que supervisionou a operação.
Os assinantes, entre os quais se encontram até setores da mídia que, via de regra, atuam como caixa de ressonância da política de Departamento de Estado, como os jornais The New York Times, The Washington Post e Jornalistas sem Fronteiras, sublinharam que, nos 30 anos desde que se publicaram as pautas para conseguir citações judiciais com as quais obter os registros de ligações de jornalistas, não há precedentes de "semelhante ruptura dos limites" e pedem mais proteção para jornalistas e fontes.
O sindicato The Newspaper Guild, agrupação de jornalistas estadunidense, manifestou que "a recopilação destes registros telefônicos é espantosa e supõe um atentado direto contra os jornalistas".
"O Departamento de Justiça tem que deter semelhantes invasões. A capacidade dos jornalistas de cultivar e proteger suas fontes é chave para manter a sociedade informada sobre as questões de afetam a vida das pessoas", continuou.
O "Washington Post" disse que a investigação que justificou os grampos era sobre quem teria vazado duas operações de suposto "combate ao terror" – uma à AP e outra ao "New York Times", o que, de acordo com deputados republicanos, havia sido feito pelo próprio governo para mostrar, a poucos meses das eleições presidenciais, que Obama atuava com firmeza contra o terrorismo e assim aumentar suas chances de reeleição.

A história que a AP publicou foi a de que a CIA teria desmantelado plano da Al Qaeda, a partir do Iêmen, para explodir um avião de linha dos EUA por ocasião do primeiro aniversário da morte de Bin Laden. A outra, no NYT, era sobre o vírus Stuxnet, criado conjuntamente pelos EUA e Israel para sabotar o programa nuclear iraniano.
Governo Obama grampeia telefones 
até da agência Associated Press


A agência de notícias dos EUA “Associated Press” denunciou na segunda-feira (13) que teve seus telefones grampeados durante dois meses pelo governo de Obama, o que considerou “uma intrusão maciça e sem precedentes”. O grampo ocorreu em abril-maio do ano passado, mas só no final da semana passada a AP foi informada oficialmente da investida realizada em sigilo, através de carta do procurador dos EUA Ronald Machen.

O grampo atingiu o telefone geral da AP em Nova Iorque e os escritórios em Washington e Hartford, além da sala de imprensa da Câmara de Representantes dos EUA. 20 linhas, incluindo telefones fixos, celulares e fax, foram grampeadas, e o total de jornalistas espionados pode chegar a 100, segundo a agência. Pelas normas em vigor, esse tipo de grampo teria de ser expressamente autorizado pelo Procurador-geral do Departamento de Justiça [ministro da Justiça], Eric Holder.

A Associated Press não é nenhum centro de informação progressista, e segue no geral a orientação da mídia imperial, pró-guerras e intervenções dos EUA mundo afora. Assim, o que a tornaria alvo de grampo do governo Obama e causaria uma demora tão grande – um ano – na sua divulgação? A resposta está nas disputas entre as duas alas direitas que operam na “democracia americana”, republicanos e democratas.

O presidente da AP Gary Pruitt pediu a devolução dos registros dos telefonemas grampeados e a destruição das cópias. Ele asseverou que “esses registros potencialmente revelam comunicações com fontes confidenciais por toda a extensão da coleta de notícias levada a cabo pela AP durante um período de dois meses, provêm um mapa das operações de coleta de notícias da AP e revelam informação sobre as atividades e operações da AP que o governo não tem qualquer direito concebível de saber”.

Segundo o “Washington Post”, a investigação que propiciou os grampos é sobre quem teria vazado duas operações de suposto “combate ao terror” – uma à AP e outra ao “New York Times”, o que, de acordo com deputados republicanos, havia sido feito pelo próprio governo para mostrar, a poucos meses das eleições presidenciais, que Obama era durão contra o terrorismo e aumentar suas chances de reeleição.
A história que a AP estampou foi a de que a CIA teria desmantelado plano da Al Qaeda, a partir do Iêmen, para explodir um avião de linha dos EUA por ocasião do primeiro aniversário da morte de Bin Laden. A outra, no NYT, era sobre o vírus Stuxnet, criado conjuntamente pelos EUA e Israel para sabotar o programa nuclear iraniano.
Sob pressão dos republicanos, Holder instaurou dois inquéritos sobre os vazamentos. No caso da matéria da AP, o governo chegou a articular para adiar sua publicação. Mais tarde, o então diretor de contraterrorismo do governo Obama, e agora diretor da CIA, John Brennan, foi convocado pelo FBI a esclarecer se tinha sido ele a “fonte” da AP e negou terminantemente. Também jurou diante do Senado.
A história está deliciando os republicanos, que não cansam de bater em Obama. “Os americanos deveriam tomar nota de que as autoridades do topo do governo Obama crescentemente se vêem acima da lei e fortalecidas pela crença de que não têm de responder perante ninguém”, disse o deputado republicano Darrel Issa. Quanto furor democrático vindo de gente que pariu o Ato (In) Patriótico, liberou geral os grampos, torturou full time e tornou a “democracia” americana uma casca ainda mais vazia.             A.P.

Além da AP, governo grampeou repórter da Fox News

Jornalista foi considerado cúmplice de conspiração por obter documentos para reportagem, em novo caso de ameaça à liberdade de imprensa nos EUA

Barack Obama na Base Aérea de Andrews, em Maryland. O presidente americano participará de uma homenagem às vítimas do atentado na Maratona de Boston, nesta quinta-feira (18)
Obama voltou a ser blindado pelo porta-voz da Casa Branca nesta segunda 
Ao escândalo da interceptação de registros telefônicos de mais de vinte linhas usadas por repórteres e editores da agência de notícias The Associated Press juntou-se nesta semana outro caso de agressão do governo americano a um pilar da democracia – a liberdade de imprensa. Desta vez, o Departamento de Justiça vasculhou e-mails e interceptou registros telefônicos do correspondente da rede de televisão Fox News em Washington, James Rosen, em mais um caso de abuso de poder da administração Barack Obama. O jornal The Washington Post revelou que Rosen foi classificado pelo FBI como “cúmplice de conspiração” após obter e publicar informações de documentos confidenciais em um caso de vazamento no Departamento de Estado americano. 
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A investigação que envolveu o jornalista está relacionada a um episódio que tinha como protagonista o então conselheiro de segurança do Departamento de Estado, Stephen Jin-Woo Kim. Ele é acusado de ter vazado, em junho de 2009, um documento confidencial do governo que dizia que a Coreia do Norte provavelmente faria um teste nuclear, em resposta a uma resolução da ONU condenando testes anteriores. Rosen publicou a informação em 11 de junho do mesmo ano.


O FBI, então, conseguiu um mandado para obter toda a correspondência entre Rosen e Kim, além da troca de e-mails pessoais e ligações do jornalista, segundo o Washington Post. A autorização foi dada com base em suspeitas do agente Reginald Reyes, que viu no simples fato de Rosen tentar obter documentos para escrever a reportagem indícios de conspiração e descumprimento da lei antiespionagem. “Desde o início da relação (com Kim), o repórter pediu, solicitou e encorajou o sr. Kim a liberar documentos internos dos Estados Unidos e informação de inteligência sobre o país estrangeiro (a Coreia do Norte)", escreveu Reyes em seu relatório.
A polícia federal americana chegou até a controlar as visitas do correspondente ao Departamento de Estado – o que não estava previsto na autorização judicial. "Nós estamos indignados por saber que James Rosen foi denominado um criminoso e cúmplice de conspiração por simplesmente fazer o seu trabalho como repórter", disse nesta segunda-feira em comunicado o vice-presidente da Fox News, Michael Clemente. "Nós vamos defender seu direito de trabalhar como membro do que sempre foi até agora uma imprensa livre".

Segurança nacional – No caso envolvendo a agência AP, investigadores federais obtiveram secretamente dois meses de registros telefônicos, incluindo telefones residenciais e celulares. Sabe-se que o governo estava investigando o vazamento de informações oficiais sigilosas dando conta de que a CIA desbaratara o plano de um grupo terrorista do Iêmen de explodir um avião. Ninguém assumiu a responsabilidade por ordenar a espionagem contra a agência. O presidente Obama negou-se a pedir desculpas, com a justificativa de que "vazamentos em questões de segurança ameaçam a vida de agentes de inteligência". Na zona de sombra entre os imperativos da segurança nacional e a garantia às liberdades civis, o governo americanotem o direito legal de obter registros telefônicos de jornalistas, mas só quando esta for a última alternativa e de modo limitado. Os casos ligados à imprensa também trazem à tona o tratamento que o governo democrata dá aos inimigos. A administração Obama tem sido implacável com os vazadores. O número de acusados de vazamentos no atual governo já é mais que o dobro de todos os governos anteriores somados.


Caio Blinder: Será que escândalos levarão Obama para a lixeira da história?
Blindagem – O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, repetiu na noite de segunda o discurso usado para o caso da AP ao ser questionado sobre a espionagem contra o correspondente da Fox. Disse que "compartilha totalmente, como a maioria dos americanos, a convicção do presidente de que devemos ter uma imprensa que seja capaz de fazer um jornalismo investigativo e que devemos defender a Primeira Emenda da Constituição que consagra a liberdade de expressão". E, para dar sequência à tese defendida pelo governo, ressaltou em seguida a importância de "não tolerar esse tipo de vazamento, que pode colocar vidas em perigo e ameaçar a segurança nacional".
Carney estava mais preocupado em blindar a imagem de Barack Obama em relação a outro escândalo, o da perseguição do Fisco a grupos conservadores. O porta-voz confirmou que funcionários da cúpula da administração democrata, incluindo o chefe de equipe da Casa Branca, Denis McDonough, souberam no mês passado da investigação do Departamento do Tesouro sobre as irregularidades. Mas eles não teriam informado o presidente, disse o assessor, justamente para evitar a suspeita de interferência nas investigações.

Agência de notícias acusa governo dos EUA de violar sigilo de jornalistas

A Associated Press disse que autoridades se apropriaram de registros telefônicos de sucursais da organização de jornalistas por dois meses em 2012

Agência de notícias Associated Press acusa governo dos EUA de violar sigilo de jornalistas
Agência de notícias Associated Press acusa governo dos EUA de violar sigilo de jornalistas (REUTERS/Adrees Latif)
A agência de notícias americana Associated Press (AP) disse nesta segunda-feira que o governo dos Estados Unidos se apropriou secretamente de registros telefônicos de sucursais da organização e de jornalistas ao longo de dois meses em 2012. A AP classificou o ato como uma "intrusão maciça e sem precedentes" nas operações de apuração noticiosa.
Em carta divulgada no site da agência, o executivo-chefe da AP, Gary Pruitt, disse que a empresa foi informada na última sexta-feira que o Departamento de Justiça reuniu registros de mais de 20 linhas telefônicas usadas pela agência e por repórteres seus. Pruitt queixou-se disso em carta ao procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder.
Segundo texto da própria AP, o governo não informou a razão para solicitar as informações. No entanto, o texto observa que autoridades americanas haviam revelado anteriormente que a procuradoria em Washington estava investigando informações contidas em uma reportagem da agência em 7 de maio de 2012 sobre uma operação da Agência Central de Inteligência (CIA) contra a Al Qaeda no Iêmen. Cinco repórteres e um editor envolvidos com essa reportagem tiveram seus registros telefônicos acessados.
A Procuradoria dos Estados Unidos no Distrito de Columbia, onde se localiza Washington, divulgou nota nesta segunda-feira dizendo ter sido "cuidadosa e deliberativa" ao lidar com questões que envolvem a liberdade de imprensa.
(Com agência Reuters)

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