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domingo, 28 de abril de 2013

Geap: plano de saúde dos servidores federais recebe intervenção da ANS


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decretou, nesta quarta-feira, a intervenção da Geap, operadora do plano de saúde da maioria do funcionalismo federal, que cuida de cerca de 630 mil vidas de servidores em todo o país (200 mil deles no Rio), além dos dependentes. Segundo a ANS, o regime de direção fiscal foi instalado na Geap, para acompanhar a situação econômica da operadora. A intervenção deverá durar seis meses.

Segundo a ANS, a decisão foi tomada porque a sinistralidade — despesas com assistência à saúde sobre receitas — da Geap estava acima da média para instituições similares, o que mostra que a entidade está arcando com gastos elevados para os recursos de que dispõe, apresentando resultados financeiros negativos. Enquanto a direção fiscal durar, a Geap terá que apresentar um plano para resolver o desequilíbrio financeiro identificado pelo governo.

Caso não haja uma solução para o problema, a ANS poderá adotar medidas para manter o atendimento, como a transferência obrigatória da carteira e a portabilidade especial de carências.


Por meio de uma nota publicada em seu site, a Geap informou que a assistência na rede credenciada está garantida a seus associados, o que foi confirmado pela ANS, ao menos enquanto durar a interferência. A Geap reajustou as mensalidades dos planos em 2012, mas isso não resolveu o problema.


A intervenção que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decretou na operadora do plano de saúde da maioria dos servidores federais, reacendeu a discussão a respeito da situação econômica da entidade e das dificuldades enfrentadas pelos cerca de 590 mil usuários, entre titulares e dependentes, para conseguir assistência médica. 

A Confederação Nacional de Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) estima que a dívida da Geap seja superior a R$ 400 milhões. A ANS informou que o valor do débito será apurado durante o regime de direção fiscal para acompanhar a situação econômica da operadora, e que vai durar seis meses.

Os associados, por sua vez, reclamam da redução da rede credenciada de médicos, hospitais e laboratórios, que justificam a falta de atendimento aos clientes da Geap em virtude da demora no pagamento dos procedimentos por parte da operadora.

— Quase não temos hospitais de qualidade. Eu moro na Tijuca e tenho apenas uma opção perto da minha casa. Da última vez em que precisei de atendimento de emergência, cheguei à casa de saúde por volta das 19h e saí à meia-noite — contou o agente administrativo do Ministério da Fazenda Eduardo dos Santos Asterito, de 51 anos.

Procurada, a Geap informou que está orientada a repassar todas as perguntas à ANS.

Reclamações
Segundo a ANS, o índice de reclamações da Geap foi de 0,65 para 2,38, de setembro de 2011 a fevereiro de 2013. No período, a média em empresas do mesmo porte foi de 0,51 para 0,84.
Evasão
Entre março de 2011 e o mesmo mês deste ano, o número de servidores e dependentes associados à Geap caiu de 623.356 para 593.297, também de acordo com a ANS.


Leia mais: http://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/divida-de-plano-de-saude-de-servidor-federal-de-400-milhoes-segundo-sindicato-8216645.html#ixzz2Rlg4Nr3a


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