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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Como eliminar os guerreiros sem dar um tiro: Igual ao regime nazista de Hitler, o desgoverno decretou o holocausto nacional para exterminar o grupo dos militares que combateram a esquerda. É pura queima de arquivo das pessoas que sabem sobre os bandidos que estão no poder.




A recente convocação de um militar para 

apresentar - se perante a Comissão da Verdade 

nos dá uma pálida idéia do que acontecerá com 

os intimados pela execrável corte.

Um simples documento de convocação que 

poderia ter chegado às mãos do indigitado de 

diversas maneiras foi levado à vítima com 

pompas e circunstancias.

O ofício de convocação teve como portadores 

policiais federais, fardados e armados, em viatura 

estacionada em frente à sua casa, como se ele 

fosse um criminoso.


Tivemos uma leve amostra de que o “indiciado” 

deverá comparecer ao tribunal devidamente 

amedrontado por antecedência, e que no 

picadeiro, será esquartejado até a morte.


Imaginemos o horror, e o que se passa na mente 

do convocado e dos que se seguirão a ele.


A família, a esposa, os filhos e os parentes, 

quanta amargura, que imensa dor, que tristeza. 


É um mundo de sensações de desânimo, de 

incapacidade, de falta de apoio, de total solidão.


Certos de que comparecer perante a Comissão 

será adentrar à arena totalmente desarmado e 

manietado, e sem condições de qualquer defesa, 

nos declaramos contrários ao comparecimento 

ao patíbulo de qualquer ex – agente da 

repressão, e se militar, com maior veemência.



É o massacre anunciado.


Tal qual o regime nazista de Hitler, o desgoverno 

decretou o holocausto nacional para exterminar o 

grupo de ex – agentes da repressão que se 

postaram contra os seus desejos de dominarem 

o poder pela força.


O trucidamento daqueles cidadãos, de fato, será 

o holocausto moral de todos os que anseiam por 

viver num país democrata, e que almejam uma 

sobranceira e honrada nação.


Não sabemos se uma convocação tem que ser 

atendida, provavelmente, sim, pois esses patifes 

devem ter obtido ou escrito nas suas normas, 

que as vítimas devem postar - se, 

submissamente, diante de seus acusadores.


Se não for obrigatório, fuja, vá para alhures; se 

for cale, como já fizeram os chamados perante as 

CPMIs e CPIs, alegando não poderem declarar o 

que pudesse prejudicá - los.


Apesar de nossos conselhos, tememos que o 

convocado, ao abrir seu coração, apoiado na sua 

indignação, pretendendo com a sua verdade, 

deixar os membros da Comissão abalados, 

cometerá um monumental engano, pois suas 

palavras serão distorcidas.



Após a visita da Swat e toda a sua aparelhagem 

de intimidação (por que um único oficial de 

Justiça não foi o portador da "convocação", como 

sói acontecer até com criminosos de alta 

periculosidade?), é óbvio concluir que estamos 

certos em nossa opinião de evitar a Comissão 

como o diabo da cruz.


Meus amigos, eles contam com o poder, com 

recursos, com as leis, com parte da mídia; 

quanto a nós, só com a nossa indignação.


Mas, infelizmente, a indignação não atemoriza 

aos canalhas, não os abala a nossa repulsa à 

injustiça, nem a nossa revolta à indignidade.


Nada os deterá, a não ser o temor de que 

poderão sofrer na própria pele o castigo por sua 

abominável cretinice.


Por muito menos, eles assassinaram, assaltaram 

e aterrorizaram; nós procuramos sem nenhum 

apoio, nem mesmo, como deveria ocorrer, dos 

chefes militares, sem recursos, sem qualquer 

divulgação denunciar a terrível ação 

institucionalizada em andamento.


Tristemente, temos pregado num deserto.


Os cidadãos de bem foram para o ignoto, ou 

talvez para a “cracolândia” onde tudo é um 

tremendo “barato”. 


Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente 

do Ternuma, é General de Brigada 

Reformado.

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