Translate

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Cinco hospitais e órgãos federais ligados à saúde no Rio foram lesados em pelo menos R$ 23,5 milhões entre 2005 e 2012


RIO — Uma auditoria da Controladoria Geral da União (CGU), concluída em novembro do ano passado, revelou que cinco hospitais e órgãos federais ligados à saúde no Rio foram lesados em pelo menos R$ 23,5 milhões entre 2005 e 2012, segundo reportagem da revista “Época” publicada neste sábado. Desse montante, R$ 21,2 milhões teriam sido desviados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).De acordo com o texto, um esquema formado por quatro empresas foi o responsável pelas fraudes. Conforme explica a revista, o relatório da CGU relata compras superfaturadas, contratações de serviços não realizados e concorrências “de cartas marcadas”, entre outros problemas. 

Além do Into, o Hospital Federal de Bonsucesso, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Hospital Federal dos Servidores do Estado e o Hospital Federal do Andaraí teriam sido lesados pelo esquema.

A reportagem mostra ainda que as três empresas suspeitas de participar da fraude no Into foram contratadas na gestão do atual secretário estadual de Saúde, Sergio Côrtes, que dirigiu a unidade hospitalar de 2002 até 2006. Uma dessas empresas teria sido contratada a convite da direção do instituto, sem ter que se submeter a uma licitação. Segundo “Época”, o relatório da CGU denuncia que esta firma, a Padre da Posse Restaurante LTDA, vendeu ao Into água mineral superfaturada, a um preço 219% mais alto que o do mercado. O montante desviado pela Padre da Posse chegaria a R$ 3,8 milhões, afirma a revista.

No entanto, o maior prejuízo nas contas do instituto foi causado, de acordo com o texto, pela Rufolo Empresa de Serviços Técnicos e Construções LTDA. A reportagem mostra que, segundo a CGU, a Rufolo lesou a unidade em R$ 16,9 milhões, por meio da “contratação de serviços sem a necessidade comprovada, serviços contratados sem a comprovação de que tenham sido prestados e preços aprovados de acordo com as propostas encaminhadas pela própria Rufolo, ou por empresas com vínculos familiares e societários com a Rufolo”.

Nenhum comentário: