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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Oposição quer ouvir Gilberto Carvalho sobre máfia do DF


VEJA mostrou que advogada ligada a esquema de corrupção mantinha contato com o ministro, que tentou obter material para atingir adversários do PT

Gabriel Castro


A bancada do PPS na Câmara quer convocar o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para cobrar explicações a respeito de seu envolvimento com a advogada Christiane Araújo de Oliviera. Em sua reportagem de capa desta semana, VEJA revela as ligações íntimas de Christiane com políticos e figuras-chave da República - e traz importantes revelações da advogada, que informou à Polícia Federal que o governo federal usou de sua proximidade com a quadrilha de Durval Barbosa no Distrito Federal para conseguir material contra adversários políticos. Em depoimento à PF, Christiane contou que o ministro tentou obter material do operador e delator do mensalão do DEM em Brasília para atingir adversários do PT. O elo entre os dois grupos seria a própria advogada.
“Se o Gilberto Carvalho sabia da existência dos vídeos gravados por Durval Barbosa, deveria denunciá-lo à Justiça e não tirar proveito da situação. Esse não é um procedimento republicano porque como membro do governo ele deveria ter agido em defesa do interesse público e da transparência", diz o líder da bancada do PPS, Rubens Bueno (PR). Ele diz que o ministro deve explicações ao Congresso. Na avaliação do deputado, se as declarações feitas por Christiane à Polícia Federal forem verdadeiras, o ministro Gilberto Carvalho também precisa ser investigado.
Tramas - Na capital federal, Christiane Araújo de Oliveira, filha de um pastor evangélico, se aproximou de Durval Barbosa, com quem, em 2007, passou a trabalhar no governo do Distrito Federal. Tempos depois, ela se envolveria com o então chefe da Advocacia-Geral da União, Antonio Dias Toffoli. E tentou usar sua proximidade com o atual ministro do Supremo Tribunal Federal para influenciar as investigações que derrubariam o então governador José Roberto Arruda. A queda era do interesse de Durval.

A advogada também usou o contato com o ministro Gilberto Carvalho para defender que o então procurador-geral de Justiça do Distrito Federal, Leonardo Bandarra, fosse reconduzido ao cargo. Bandarra, descobriu-se depois, era um integrante da máfia que tomara conta do governo local.

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