quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, fala sobre o caso do assassinato a tiros do vereador Aldo Andrade (PSDC) - ocorrido em 22 de setembro de 2012 –, coloca o secretário sob suspeita de favorecimento político à família Teles.

Caso Décio: Ouça o áudio que compromete o secretário Aluísio Mendes.




Uma gravação, na qual o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, fala sobre o caso do assassinato a tiros do vereador Aldo Andrade (PSDC) - ocorrido em 22 de setembro de 2012 –, coloca o secretário sob suspeita de favorecimento político à família Teles. Aldo era adversário ferrenho dos Teles, mas a polícia apontou como motivação uma questão de terras ao ‘elucidar’ o crime. (Escute o áudio abaixo).
A gravação, da qual o Jornal Pequeno obteve cópias, foi realizada involuntariamente quando, um dia após o assassinato, uma rádio de Barra do Corda aguardava para entrevistar Aluísio e o microfone aberto flagrou o secretário ao telefone falando com um interlocutor não identificado:
‘(…) que a polícia não identificou nenhum sinal de problema político na morte do vereador (…) que senão ele vai espernear lá o Milhomem, mas foi ELA quem mandou… Para ELE avisar lá (risos) os apoiadores dele…’, diz Aluísio Mendes, sem identificar quem é ELA e ELE citados na conversa.
ELA, deduz-se, certamente seria alguém hierarquicamente acima do secretário, para ‘mandar’. ELE poderia ser algum dos Milhomem (Tatá ou Aristides) ou alguém da família Teles.
A polícia insistiu na questão fundiária como motivação e acabou prendendo, em setembro passado, Jamys Rodrigues Silva, Jonas Fernandes Almeida, Jadison Silva Costa, Douglas Ferreira da Silva e Robson da Silva Santos, como envolvidos na execução do crime. Depois, pediu as prisões preventivas de outras duas pessoas, acusadas de serem mandantes do assassinato: um vereador – também adversário político da família Teles –, Paulo Lima Bandeira (Paulim Bandeira, do PC do B), e seu suplente, Wilson Silva Sousa.
O pedido foi negado em 7 de dezembro pelo juiz titular da 2ª Vara de Barra do Corda, João Pereira Neto. O magistrado alegou que ‘o Serviço de Inteligência da Polícia Civil não encontrou nada de relevante’ em ‘grampos’ efetuados contra os terminais telefônicos de Paulim e Wilson. Paulim Bandeira se reelegeu em outubro.

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