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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Como se destruiu a CHESF e o porquê dos apagões. Traição da pátria, para desmantelo do país


Os "funcionários" do PT na CHESF

Meus caros amigos,
Fui engenheiro da CHESF por mais de 20 anos, onde exerci cerca de seis cargos comissionados, e designado pela empresa fiz vários cursos de  extensão e pós-graduação, sempre dentro do espírito de ficar preparado para tudo, inclusive para esses casos de apagão, que na minha época eram muito piores que hoje, pois, o sistema era totalmente radial e não interligado como ocorre. Cada apagão, que nós chamamos tecnicamente de desligamento acidental, principalmente quando ocorria em linhas de transmissão, sistema pelo qual respondi pelo comando durante vários anos, exigia de nós, os técnicos, o máximo de esforço criativo para torná-lo menos desconfortável para a população. O sistema sendo radial, somente  perdíamos o trecho desligado, nunca ocorrendo os desligamentos em cascata como hoje ocorrem.
Assim, se tínhamos uma ou mais linhas de transmissão paralelas, a população nada sentia, quando havia apenas uma linha de interligação  alimentando um centro de carga, este ficava desligado até a recuperação da linha. A interligação do sistema elétrico nacional, onde um elétron gerado em Itaipu pode energizar Belém do Pará, tem como desvantagem o desequilíbrio de cargas quando se perde apenas uma linha do sistema  que geralmente está energizada em carga máxima, e a sua perda tem gerado esses apagões por efeitos cascatas que ocorrem por indesejáveis assincronismos da proteção elétrica do sistema (leia-se relés). Lamentavelmente, acho que até a presidenta está sendo enganada com essas desculpas  dadas pelos gestores do ONS, pois, toda a culpa dos apagões é jogada nas linhas de transmissão, sempre em desfavor das descargas atmosféricas,  acusadas como grandes vilãs.
Fui engenheiro anos e anos de manutenção e operação de linhas de transmissão, quando as linhas mais antigas não tinham o dimensionamentos  tão bem estruturados como hoje, no caso da CHESF, somente tínhamos cabos para-raios nos dez primeiros quilômetros antes e depois das subestações, logo, quilômetros e quilômetros de linhas ficavam sem proteção para descargas, pois, considerava-se, com base em estudos da EDF (Eletricité de France - consultora - da CHESF à época), que as descargas atmosféricas, sendo ondas de tensão viajantes, seriam dissipadas ao longo das linhas, ocorrendo  perigo somente nos dez primeiros e últimos quilômetros, quando eram amortecidas pelos chamados cabos pára-raios. Hoje, as linhas “acusadas” de serem desligadas por descargas atmosféricas são super dimensionadas para esses eventos, razão pela qual, é estranhável que sejam causas francas  de apagões.
Quando engenheiro dessa área na CHESF, sempre dizia que caso não fosse localizado o defeito real que ocasionou o desligamento, era muito fácil acusar  as descargas como as vilãs. Mandávamos equipes inteiras inspecionar torre a torre das linhas de transmissão que se desligaram, suas ferragens e cabos  pára-raios para verificar se havia indícios de descargas, além de confrontar a região com os índices de descargas atmosféricas ocorridos no período em que aconteceu o fato. Trocando em miúdos, a possibilidade de uma descarga atmosférica é probabilisticamente inexpressiva, e, caso isso venha  a acontecer, o sistema deve ter a sua coordenação de proteção minimamente seletiva para isolar a linha e acionar alternativa que impeça o chamado efeito cascata. O resto é conversa fiada para enganar a sociedade.

Ocorre hoje, é que o nosso Setor Elétrico está sendo administrado politicamente, no caso da CHESF, o Diretor de Operações passou anos  como especialista em previdência privada, e por ser militante do PT, foi guindado ao cargo. 


Antes dele todos os demais diretores de operação eram engenheiros formados no sistema operacional da empresa, e, poderiam até haver nomeações políticas, porém o indicado teria que possuir um ‘curriculum vitæ’ compatível com o cargo a exercer. Além do mais, há gerentes regionais e setoriais de operação que foram nomeados  com base em currículos políticos, e não por terem uma história técnica na empresa. E mais ainda, todos os diretores da empresa são indicações exclusivamente políticas, Presidente e Diretor Financeiro (PSB), Diretor de Engenharia e Diretor de Operação (PT), Diretor Administrativo (PMDB).

Operação de sistema elétrico, por mais simples que ele seja, tem que  ser comandada por técnicos preparados e experientes, pois, é área mais importante da empresa por ser ligada diretamente ao bem estar e à segurança da sociedade.

Se esses fatos de despreparo narrados são realidades, mesmo que minoradas, estamos todos num mato sem cachorro, pois, as dúvidas,  desencontros e desinformações ocorridas são totalmente inconcebíveis e caóticas indo na contramão das necessidades exigidas pela  magnitude do sistema elétrico nacional. 


Mesmo sem ter sido chamado, espero ter esclarecido algo mais a respeito desse momentoso assunto.

 




Os funcionários do PT - CHESF


 24/12/2012 | 09:02

O drama de quem não entende nada de coisa alguma - Parte 1

A ANEEL divulgou diálogos havidos, quando do apagão acontecido no Nordeste em fevereiro passado, quando 8 Estados ficaram no escuro por  horas. Nos minutos seguintes ao blecaute os "técnicos" batiam cabeça sem saber o que fazer para religar a subestação. A fechadura de um portão emperrou e tiveram de quebrá-la para acessar os disjuntores. Os plantonistas de uma subestação desconheciam os procedimentos de religação e foram  em busca do manual de instruções. Quando o abastecimento de toda a região Nordeste dependia apenas da abertura de uma chave, os "técnicos" 
estavam envolvidos numa ferrenha discussão se abriam ou fechavam a dita cuja.


 O drama de quem não entende nada de coisa alguma - Parte 2
"Tá dependendo tudo, tem risco até de inundação na usina IV, tem que fechar", era a resposta do centro operacional. Duas horas depois do  início do "apagão", Centro Regional de Operações (CROP) da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF), questionou o técnico  da subestação de Sobradinho se havia por lá uma "mesa de sincronismo". A resposta : "Funciona não... Vou chamar um rapaz para ver se liga ela, muitos anos sem ligar, viu, chamo você depois". 
Isso foi no Nordeste, mas a desgraça espalhou-se por todo o Brasil, com as nomeações de petistas  despreparados para assumir funções chaves dentro de um setor que exige capacitação técnica de primeira qualidade.
Afinal desse setor depende o funcionamento do País.


O drama de quem não entende nada de coisa alguma - Parte 3

Dilma Rousseff foi à TV e disse que o defeito tinha sido numa placa eletrônica. Relatório a respeito dessa placa diz que ela deveria ter sido substituída há quatro anos. 
Responsável pela fiscalização das concessionárias, a Aneel não verificou se o equipamento fora efetivamente trocado.
Tampouco sabia que duas usinas não tinham a máquina para religamento automático, para casos como aquele. Segundo a ANEEL, as equipes " disponibilizaram a LT 500 kV Luiz Gonzaga-Sobradinho, sem no entanto retirar o bloqueio da linha, impossibilitando a reintegração da linha à operação, atrasando o restabelecimento do sistema". 
Conheço a CHESF há mais de 50 anos e nunca vi nada parecido.
Graças a Lula, sua desorganização é total depois que ele mexeu os pauzinhos.

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