quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Como o sistema domina você e te faz fazer o que ele quer. Aqui está a receita do mal para você ser escravo e obediente.

Observando os governos atuais, verificamos que a maior parte dos governantes apresentam distúrbios psiquiátricos sérios. 

E então levantamos algumas questões: 


E sobre os milhões que se tornaram engrenagens de seu regime? 


De bons cidadãos que viraram a cabeça e de repente se transformaram em transtornados e perigosos?


Veja o que pensa o psicólogo social Philip Zimbardo, da Universidade Stanford. 


Viver num sistema maligno leva pessoas boas a agir de uma forma má. 


Basta seguir uma fórmula para chegar à obediência absoluta de todos a uma autoridade má.


Primeiro, faça um contrato formal ou informal que obrigue à obediência. Nele, atribua papéis bem definidos, como "guarda" ou "maquinista", que façam a pessoa acreditar que apenas cumpre seu trabalho, e não se veja como responsável por um mal maior. As regras desses papéis devem parecer razoáveis, mas vagas o suficiente para serem distorcidas. Por exemplo, colocarem médicos para praticarem abortos autorizados pelo governo. (Assassinato legal).


Ou coloque os guardas municipais, policiais e assemelhados para multar todo mundo e agredir quem eles achar que devem.


É então a hora de criar uma novilíngua: transforme expressões negativas como "reprimir" em "manter a ordem social". Ou seja, meta o cacete em todos os que forem conta as ordens do governo e os chame de desordeiros, marginais, ilegais ou que quer que seja.

Depois, crie um bode expiatório - um inimigo comum responsável por todos os males. Chame-o de reacionário, ditador, torturador, terrorista, atrasado, homofóbico, racista, machista, etc.

A ação deve começar com passos aparentemente inofensivos, mas que aos poucos vão se agravando.


E a figura da autoridade, apesar dos atos maus que ordena, deve também trazer uma aura de justiça - a de mensageiro de um fim desejável que justifique os meios indesejáveis. Como fez os partidários do PT no Brasil.


Para completar, deve ser caro demais mudar de time. Quem for contra o governo ou quem o apóie irá sofrer gastando muito dinheiro e sofrendo várias consequências.


Está pronta a receita do mal para você ser escravo e obediente. 


Você será um funcionário-padrão para o mal e obedecerá sem questionar, ou seja será um robô, como foi Eichmann na Alemanha nazista.


Ele ajudou em milhões de mortes e não sentiu nada. Ele não era doente, apenas um funcionário-padrão. No fim, agiu "certo" e para o "bem" de um sistema, esse, sim, essencialmente criminoso. 


Esperava-se encontrar em Eichmann uma aberração psiquiátrica. Mas meia dúzia de psiquiatras atestou a sua "normalidade". Ele seria "ao menos mais normal do que fiquei depois de examiná-lo", teria dito um dos médicos. Seu comportamento com a mulher, os filhos, a família e os amigos era "não apenas normal mas inteiramente desejável". 


Eichmann não se achava um monstro. Apenas cumpria ordens. "Só ficava com a consciência pesada quando não fazia aquilo que lhe ordenavam - embarcar milhões de homens, mulheres e crianças para a morte, com grande aplicação e o mais meticuloso cuidado", escreveu Arendt. Eichmann sabia o que fazia e o fez bem. 


 Eichmann não era psicopata, mas um homem comum. "Esse novo tipo de criminoso comete seus crimes sob circunstâncias que tornam impossível para ele saber ou sentir que está fazendo algo errado", escreveu Hannah Arendt. É o que ela batizou de "banalidade do mal".


Otto Adolf Eichmann foi enforcado no dia 31 de maio de 1962.

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