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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Vereadores de Caruaru enriqueceram.

Levantamento realizado pelo Blog Falando de Política revela que a maioria os vereadores de Caruaru, praticamente, triplicou o patrimônio durante o mandato de quatro anos

http://www.jornalextra.com.br/portal/falandodepolitica/2012/07/17/vereadores-de-caruaru-ficam-mais-ricos-a-cada-quatro-anos/

Para alguns, o cargo de vereador não oferece vantagens suficientes para exercer nem mesmo as funções legislativas. Engano. O sistema responsável pela divulgação das candidaturas registradas em todos os municípios do Brasil (DivulgaCand2012), no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que a evolução patrimonial dessa nova elite econômica duplica, em geral, a cada quatro anos.

Os legisladores de Caruaru, por exemplo, comprovam essa tese. Dos atuais 15 vereadores, apenas dois não triplicaram o respectivo patrimônio. Curiosamente, dois dos casos de sucesso e ascensão social referem-se, justamente, aos vereadores que não disputam a reeleição. O acréscimo nos bens deles ultrapassou 300 %, no período da legislatura. A maior média de crescimento patrimonial dos edis caruaruenses alcançou 739%, durante o exercício do mandato.

O sucesso na política e ascensão social começa na edilidade.

Os membros da atual legislatura de Caruaru (2009/2012) não fogem à regra. Alguns, inclusive, triplicaram o patrimônio. O vereador Bruno Lambreta (PP) foi quem mais logrou o êxito financeiro. Antes de eleger-se em 2008, ocupava a função de servidor público estadual. O vereador é o único cargo público em que é permitido o acumulo de salários. Nesse caso, Bruno aumentou o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral em 739%, em quatro anos.

O vereador Rogério Meneses (PT) chega em 2º lugar, entre aqueles que obtiveram um farto crescimento patrimonial. Há quatro anos, o petista (que vai pleitear a Prefeitura de Imaculada-PB) declarou bens avaliados em R$ 55 mil. Neste ano a declaração dele subiu para R$ 214 mil, que representa um acréscimo de 389%, durante o período do mandato.

Ainda no último pleito municipal, em 2008, o vereador Diogo Cantarelli (PSDB) possuía bens totalizados em R$ 48,4 mil. O aumento do patrimônio dele subiu para R$ 169 mil, quatro anos mais tarde. A rentabilidade do jovem tucano, que desistiu da reeleição para disputar o cargo de vice-prefeito na chapa de oposição, representou um percentual de 352%, em quatro anos.

Apesar de exercer o mandato por apenas dois anos, o suplente de vereador, Louro do Juá (DEM), conseguiu elevar seu patrimônio em 245%, que representa uma média de 60% ao ano. O demista é o 4º, na posição entre os vereadores caruaruenses mais bem sucedidos financeiramente. A riqueza de Louro subiu de R$ 66 mil para R$ 163,5 mil, entre 2008 e 2012.

Em 5º lugar, pontuou o vereador Edmilson do Salgado (PCdoB). O comunista elevou a herança para seus filhos numa média de 59% ao ano, que representam um crescimento dos bens declarados em 237%, no decorrer do mandato.

O vereador Joseval Bezerra (Val, DEM) chega em 6º lugar, na linha de crescimento patrimonial dos legisladores de Caruaru. Em 2008, Val declarou possuir bens avaliados em R$ 194,9 mil, à Justiça Eleitoral. Agora, os dotes dele representam o valor de R$ 445 mil, ou seja, um índice de 228%, nos quatro últimos anos.

O vereador e agricultor, Zé Ailton (PDT) declarou manter bens no valor de R$ 38,8 mil, quando se elegeu, há quatro anos. Em 2012, no ato do registro de candidatura, o pedetista revelou um aumento de 187% (46% ao ano), que representam o atual patrimônio de R$ 72,8 mil, situando-o na 7ª posição.

O médico cardiologista e vereador Demóstenes Véras (PSD) possuía uma declaração de bens avaliada em R$ 322 mil, em 2008. Quatro anos mais tarde, o pessedista elevou o patrimônio em 170%, contabilizados com os atuais R$ 549,5 mil em bens, que representam um aumento anual médio de 42,6%.

Apesar de ser o vereador de Caruaru com maior avaliação de bens declarados à Justiça Eleitoral, com patrimônio de R$ 625,7 mil (129% em 4 anos), Manoel Alecrim (PSD), ficou em 10º lugar entre os que mais cresceram economicamente. Em 2008, Alecrim possuía R$ 484 mil, em posses.

Na 11ª posição, aparece o vereador Ranilson Enfermeiro (PTB). Dos R$ 12 mil, declarados em 2008, o petebista (que assumiu a suplência em 2010) aumentou seu patrimônio em 125%, passando para os atuais R$ 15 mil, em bens declarados no pleito deste ano.

Em 12º e 13º lugares, os vereadores Zé Carlos do Sindicato (PSC) e Leonardo Chaves (PSD) aumentaram o patrimônio em 121% e 107%, respectivamente, no período do mandato (2009-2012). Zé Carlos passou de R$ 127 mil para R$ 154 mil, em bens declarados à Justiça Eleitoral. Já Leonardo, aumentou suas posses de R$ 114 mil para R$ 122,4 mil, desde 2008.

Emergentes

Nas Eleições 2008, os vereadores Lula Torres (PR) e Lícius Cavalcante (PCdoB) não possuíam patrimônio ou bens declarados à Justiça Eleitoral no ato de registro de candidatura. Para o atual pleito, Lula adquiriu um patrimônio avaliado em R$ 480 mil. Já Lícius passou do zero para R$ 16,8 mil, após adquirir um apartamento

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