domingo, 16 de dezembro de 2012

Humberto Costa recebeu recursos do mensalão

Valério diz que Humberto Costa recebeu recursos do mensalão, segundo jornal

O publicitário Marcos Valério disse, em depoimento, que senador Humberto Costa (PT-PE) foi um dos beneficiários do esquema do mensalão. As informações são do jornal "O Estado de S.Paulo".
Segundo o jornal, em depoimento no dia 24 de setembro à Procuradoria-Geral da República, Valério declarou que passou dinheiro para a campanha de Costa para o governo de Pernambuco, em 2002.
O valor repassado para o petista por meio de sua tesoureira de campanha, Eristela Feitoza, seria de R$ 512.337.
O atual senador negou a informação. Em nota enviada ao jornal, o petista disse que "todas as contas de suas campanhas eleitorais foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e que não há qualquer referência a seu nome no relatório da CPI dos Correios nem na Ação Penal 470 em julgamento pelo STF".
Costa ainda "refuta qualquer tentativa de envolvimento do seu nome com qualquer irregularidade que seja".
O nome de Humberto Costa já havia sido mencionado no início do escândalo, mas acabou ficando de fora da ação penal do mensalão.
Em 2005, Marcos Valério entregou à Procuradoria Geral da República (PGR) uma lista com os sacadores dos recursos do mensalão. Nela constava o nome da assessora do senador petista e de Mauro Santos, proprietário da empresa Bandeirantes Outdoor, acompanhado de três depósitos que somavam R$ 300 mil.
Na época, Costa confirmou que a empresa prestou serviços à sua campanha, mas negou qualquer relação com Valério e com os supostos repasses financeiros à sua campanha. Eristela negou que tenha feito essas operações.
No mesmo depoimento, dado após a condenação do publicitário pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Valério afirmou que o esquema do mensalão ajudou a bancar despesas pessoais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003.
Ainda segundo o jornal, Valério afirmou que o ex-presidente Lula deu aval para os empréstimos a deputados da base aliada, o que teria sido feito na presença do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

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