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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Perseguição e Ditadura civil no Brasil. Anvisa demite gerente-geral que denunciou fraude em autorizações.Ex-gerente disse que sua assinatura foi falsificada e que processos irregulares sumiram. O Ministério Público também está investigando o caso.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) demitiu o gerente-geral de toxicologia que tinha denunciado fraude na autorização de venda de seis agrotóxicos.
Foi por meio de uma nota, publicada em uma rede social, que Luiz Cláudio Meirelles contou o que aconteceu. Segundo ele, os produtos agrotóxicos não passaram pela necessária avaliação toxicológica para receber o registro do Ministério da Agricultura. O ex-gerente disse que a assinatura dele foi falsificada e que os processos em situação irregular desapareceram.
O ex-gerente diz que, em agosto, assim que detectou as irregularidades, pediu que o Ministério da Agricultura suspendesse os registros. Nenhum produto está no mercado. Ele conta que também comunicou o caso, três meses atrás, à direção da agência e pediu a demissão do gerente responsável pelas liberações indevidas.
Meirelles, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz e que estava há quase 13 anos cedido à Anvisa, foi surpreendido com sua própria demissão, na semana passada.
“Cumpri todos os ritos e toda a hierarquia da casa pensando na preservação da equipe e da instituição, por conta da credibilidade que nós temos hoje em relação à avaliação toxicológica de agrotóxicos do Brasil, e fui exonerado do cargo”, disse o ex-gerente de toxicologia da Anvisa.
Em nota, a Anvisa considerou as denúncias "extremamente graves" e disse que encaminhou o caso à corregedoria da agência e, nessa segunda(19), à Polícia Federal. Também confirmou a demissão dos dois gerentes: o acusado das irregularidades e de Luiz Meirelles, por considerar que ele "tinha elementos que permitiam identificar e evitar os fatos há mais tempo, já que foi gerente-geral por doze anos".
A Anvisa também informou que vai auditar todos os informes de avaliação toxicológica concedidos desde 2008. Isso se refere à cerca de 120 produtos. Se for detectada alguma irregularidade, serão tomadas as devidas providências.
O ex-gerente responsável pelas liberações suspeitas é Ricardo Augusto Veloso. Ele não foi encontrado para comentar as denúncias. O Ministério Público também está investigando o caso.

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