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domingo, 2 de setembro de 2012

Banco HSBC (britânico, origem dos Bilderbergers) é acusado de lavar dinheiro de cartéis mexicanos e do terrorismo‎. E a família Sarney tá envolvida com ele. Houve uma transferência de US$ 1 milhão, autorizada com a assinatura de Fernando Sarney, para uma conta no banco Hong Kong and Shanghai Banking, na China. A remessa foi intermediada pelo banco HSBC, nos EUA, e teve como beneficiário final uma empresa de nome Prestige Cycle Parts & Accessories Limited.


Maior banco da Europa e segundo maior do mundo de acordo com o ranking da revista Forbes, o HSBC permitiu que o narcotráfico mexicano o utilizasse para lavar o dinheiro sujo da venda de drogas, aponta um relatório do Subcomitê de Investigação Permanante do Senado dos Estados Unidos divulgado nesta terça-feira.

Segundo o documento, a lavagem do dinheiro das drogas foi possível devido a "mecanismos frouxos de controle" do banco britânico. Os senadores localizaram ainda fundos supeitos da Síria, Irã, Arábia Saudita e Ilhas Cayman que passaram pela instituição financeira sem que sua origem fosse levada em conta.

O relatório afirma ainda que o órgão regulador bancário americano, o Escritório Controlador da Moeda (Office of the Comptroller of the Currency), falhou em monitorar adequadamente o HSBC. As conclusões vieram após um ano de investigação e a revisão de 1,4 milhão de documentos, além de entrevistas com 75 funcionários do banco e do órgão regulador.

Desculpas – Uma audiência sobre o caso está marcada para ocorrer nesta terça-feira no Senado americano. A expectativa é que vários executivos do HSBC sejam ouvidos, entre eles o diretor jurídico Stuart Levy, ex-funcionário do Departamento do Tesouro dos EUA especializado no combate ao terrorismo e finanças irregulares.

Em um comunicado divulgado antes da audiência, o diretor-executivo do HSBC, Stuart Gulliver, pediu desculpas pelas falhas do banco e assumiu possíveis consequências. "É certo que seremos responsabilizados e assumiremos a responsabilidade de consertar o que houve de errado", declarou.

"Assim como responder as questões do comitê, iremos explicar as mudanças significativas que já fizemos para fortalecer nosso controle e nossa infraestrutura e cultura de gestão de risco", completou.

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Multas – O pedido de desculpas e o compromisso em melhorar a ficalização do dinheiro aplicado no banco podem não ser suficientes para o HSBC se ver livre do caso. Recentemente, o governo dos EUA exigiu o pagamento de altas somas de bancos acusados de permitir que dinheiro do narcotráfico fosse lavado ou efetuar transações proibidas por sanções comerciais.

Em 2010, o Wachovia pagou 160 milhões de dólares para compensar transações ilegais com dinheiro da venda de drogas. No mês passado foi a vez do ING ter que desembolsar 619 milhões por ter violado o embargo a Cuba e ao Irã.


O banco britânico HSBC expôs o sistema financeiro dos Estados Unidos a uma ampla rede de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e financiamento de terroristas devido ao seu fraco sistema de controle, diz um relatório do Senado dos Estados Unidos que investigou as filias do banco no país por um ano.  
Executivos do banco devem responder às acusações nesta terça-feira (17/07) em uma audiência perante o Comitê Permanente de Investigações do órgão norte-americano, responsável pela produção do documento de mais de 300 páginas que foi divulgado nesta segunda-feira (16/07).
As investigações do Senado reforçam as suspeitas de envolvimento do HSBC com redes de lavagem de dinheiro dos cartéis mexicanos e introduzem novas acusações quanto possíveis vínculos com bancos sauditas e bengaleses como também com contas iranianas, rompendo com diversas sanções estabelecidas pelo governo dos EUA.  
“Em uma época de terrorismo internacional, de violência relacionada às drogas nas nossas ruas e fronteiras e crime organizado, parar com fluxos de dinheiro ilício vinculados a essas atrocidades é um imperativo da segurança nacional”, afirmou o senador Carl Levin, presidente do Comitê. 
Cartéis mexicanos
O HSBC continuou a realizar negócios com casas de câmbio mexicanas apesar das crescentes suspeitas de que estariam ligadas à lavagem de dinheiro do narcotráfico, enquanto outros bancos pararam de se relacionar com essas instituições. O banco "não tomou medidas decisivas para enfrentar essas filiais e colocar um fim à conduta", disse o documento.
Segundo o relatório, o negócio mexicano possuía uma filial nas Ilhas Cayman que mesmo movimentando 2,1 bilhões de dólares em apenas um ano, não possuía funcionários nem escritório. O documento também aponta que unidades do banco nos EUA receberam sete bilhões de dólares das casas transportados por aviões ou carros durante os anos de 2007 e 2008.
Desrespeito a sanções 
O Senado também denunciou o banco por movimentar dinheiro vinculado ao Irã e a Cuba, ambos sancionados pelos EUA. Para burlar as regras norte-americanas, o HSBC apagou todas as referências das transações de seus registros, explicou o jornal britânico The Telegraph
Acredita-se que mais de 28 mil transações irregulares foram realizadas pelo HSBC durante o período de 2001 a 2008. O Irã estaria envolvido em 25 mil dessas movimentações que envolveram cerca de 19,4 bilhões de dólares, informou o jornal britânico The Guardian. 
O HSBC providenciou dólares e serviços bancários a bancos da Arábia Saudita e de Bangladesh, suspeitos de financiarem organizações terroristas. 
Em um dos casos descritos no relatório, o Al Rajhi Bank, instituição saudita suspeita de financiar a Al-Qaeda, ameaçou retirar todos os seus investimentos do HSBC em 2006 caso não recuperasse acesso à transação em massa. Um executivo do HSBC argumentou que o banco deveria retomar os negócios com o saudita, informou o diário norte-americano The New York Times.  
Em outro exemplo de negociações ilícitas travadas pelo banco britânico, o relatório informa que o HSBC lavou 290 milhões de dólares durante quatro anos por meio do envio de cheques para um banco japonês. Segundo o britânico The Guardian, esta transação deve ter beneficiado russos envolvidos no negócio de carros usados.  
A falta de controle dos EUA
O Comitê do Senado também criticou o papel dos órgãos de controle das instituições financeiras nos EUA. “O escritório regulador do banco federal, o OCC (Escritório de Controle da Moeda), tolerou o fraco sistema contra lavagem de dinheiro do HSBC por anos”, disse o senador Carl Levin, presidente do Comitê. “Se um banco internacional não vai policiar as suas próprias filiais para parar de dinheiro ilícito, as agências reguladoras devem considerar a possibilidade de revogar a carta do banco dos EUA sendo usada para ajudar e estimular este dinheiro ilícito”, criticou.
Esta não é a primeira vez, no entanto, que investigações comprovam a relação de uma relevante instituição financeira com o crime organizado. Em um escândalo de 2007, ficou conhecido que um dos maiores bancos dos EUA, o Wachovia (filiado, atualmente, ao Wells Fargo) lavou 378,4 bilhões de dólares do narcotráfico – quantia equivalente a um terço do PIB do México – por meio de transações financeiras com casas de cambio mexicanas. 











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