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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Repressão paranóica na Rússia de Vladimir Putin. Na Rússia falar e cantar dá crime de até 7 anos de prisão!






Pra quem ainda não sabe nada sobre a polêmica, é o seguinte:

 Pussy Riot é uma banda/coletivo russo, em que três mulheres
 (Maria Alyokhina, Nadezhda Tolokonnikova, 
e Yekaterina Samutsevitch) estão presas por fazerem uma 
apresentação-protesto pacífica, 
cantando uma música anti-Putin dentro de uma igreja 
ortodoxa no começo do ano.


Achei interessante vários princípios delas, como usar capuzes 
estilo 'balaclava' por vários motivos,
 como a não identificação de uma líder,
e para possibilitar uma fluidez no grupo, 
que é composto de um número diferente em cada apresentação, 
e suas roupas são trocadas, onde nunca sabe-se quem é quem.
Elas não tocam em casa de show ou lugares 'apropriados', 
e sim em concertos ilegais, nas ruas, praças e em outros lugares, 
num país que tem rígidas restrições sobre protestos ilegais.
As Pussy Riot claramente atraíram a atenção de PutinAs Pussy Riot claramente atraíram a atenção de Putin (DR)Várias bandas, artistas e cantores famosos estão divulgando 
a cada vez mais gente essa prisão política 
(com ameaças de até 7 anos de pena), 
e mostrando que são a favor das Pussy Riot. 
Madonna, Patti Smith, Yoko Ono,BjörkFaith No More,
Franz Ferdinand, Red Hot Chili Peppers...

As Pussy Riot entalaram Putin nos cornos de um dilema: 
ou o seu Governo condena a banda e aumenta ainda mais o 
seu estatuto de mártires, ou recua e reconhece que acusar o trio 
mascarado devido a um cacofónico protesto musical na 
Catedral de Cristo Salvador que chamou a atenção da 
aliança da Igreja russa com o regime de Putin terá sido sempre um erro. 

Três dos cinco membros da banda enfrentam agora a possibilidade 
de passar sete anos na prisão, o que está a causar um inesperado
repúdio internacional. Na semana passada, 
Putin terá admitido que preferia recuar. 

Isto é algo que não era previsto acontecer. 
Para começar, os dissidentes não se dão bem na Rússia "putinista"; 
depois, o punk rock - o filho ilegítimo, mais sujo, mais esperto e 
mais irritante do rock"n"roll - normalmente não vence. 
O movimento punk tem um longo historial de aspirações 
a rebentar com governos corruptos e autoritários, multinacionais
e outras estruturas de poder internacional.
Mas não tem um longo histórico de sucessos.

Assim, o punk rock decidiu-se por objetivos políticos mais atingíveis, 
menos globais: normalmente, protestos localizados e atrair atenções 
e despertar consciências.   
As Pussy Riot, que ainda há poucos meses eram um grupo obscuro, 
são agora um fenómeno internacional: 
as três detidas foram consideradas prisioneiras de consciência
(leiam 1984, de George Orwell))
pela Anistia Internacional e a banda tornou-se a predileta dos 
intelectuais russos, que há tanto tempo sofrem e 
que agora se juntaram em defesa das três artistas.
E se bem que ninguém fale do grupo pela sua música,
 uma olhadela para a história dos anteriores sucessos geopolíticos 
do punk rock mostra que as Pussy Riot já os ultrapassaram
e talvez tenham dado ao punk rock um futuro como uma força global 
para a justiça e a liberdade.










Dia 17 de agosto sairá o resultado do processo contra elas 
e também será feito o Pussy Riot Global Day. 
Pegue seu capuz e roupas coloridas e junte-se a nós!

Existe até uma petição pela libertação delas. 
 É o troco, Putin. Segura essa!

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