quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Por que não acreditar em pesquisas. Elas são usadas para manipular você.



Quando se trata de enganar, o uso de números, é a ferramenta mais eficaz para manipular o público. 
Qualquer fraude ganha veracidade quando a matemática é empregada.
As teses mais absurdas são "fundamentadas" em estatísticas questionáveis, e isso acontece com frequência.

Nossa sociedade hoje está submersa em falsidades numéricas.

Usando um punhado de técnicas poderosas, milhares de pessoas forjam números sem fundamentos e nos fazem engolir mentiras. Com essa arma, qualquer pessoa inescrupulosa pode interferir em eleições, promovendo ou derrubando candidatos, ou maquiar a eficiência de um produto.

Os números podem ser uma arma poderosa.

Em mãos ágeis, dados adulterados, estatísticas fajutas e matemática ruim podem dar aparência de verdade à ideia mais fantasiosa.
Podem ser usados para oprimir os inimigos, destruir os críticos e por fim às discussões. Algumas pessoas, aliás, desenvolveram uma habilidade extraordinária no uso de números forjados para provar falsidades.
Tornaram-se mestres da falácia matemática: a arte de empregar argumentos matemáticos enganosos para provar algo, mesmo que não seja.
Usando um punhado de técnicas poderosas, milhares de pessoas forjam números sem fundamentos e nos fazem engolir mentiras. Anunciantes adulteram números para nos convencer a comprar seus produtos, políticos manipulam dados para se reeleger. Gurus e profetas usam cálculos fraudulentos para nos fazer acreditar em previsões que parecem nunca se realizar.
Negociantes usam argumentos matemáticos enganosos para tomar nosso dinheiro.

Pesquisas de opinião fingem ouvir o que temos a dizer e usam mentiras matemáticas para nos dizer em que acreditar.

Às vezes, essa gente recorre a essas técnicas para tentar nos convencer de bobagens e absurdos.
Algumas pessoas, inclusive cientistas, já lançaram mão de números falsos para mostrar que, um dia, os velocistas olímpicos vão romper a barreira do som e que existe uma fórmula exata para determinar quem tem a bunda perfeita.

Não há limites para as mentiras.

Ao mesmo tempo, esses truques têm consequências gravíssimas. Invalidam eleições, coroando vencedores sem legitimidade.

Pior ainda, são usados para manipular os resultados de eleições futuras; políticos e juízes empregam cálculos distorcidos para influenciar distritos eleitorais e comprometer o recenseamento que determina quais tipos de eleitores serão representados no Congresso e etc.

As falsificações numéricas, em grande medida, são responsáveis pela quase destruição de nossa economia.
Promotores e magistrados recorrem a números enganosos para inocentar culpados e condenar inocentes.
Em suma, a "matemática ruim" está solapando a democracia.
Quem já aprendeu a reconhecê-la consegue identificá-la em quase toda parte, envolvendo o público numa teia de falsidades evidentes.
Os mais atentos encontram nesses truques uma fonte diária da maior diversão - e da mais negra indignação.
Quando conhecemos os métodos empregados na transformação de nmeros em falsidades, ficamos imunizados contra eles.
Quando aprendemos a remover as adulterações matemáticas do caminho, alguns dos temas mais controvertidos passam a ser simples e diretos. Por exemplo, a questão de quem de fato venceu a eleição presidencial de 2000, nos Estados Unidos, fica clara como água.
(A resposta é surpreendente, e quase ninguém - nem Bush nem Al Gore, e quase nenhum dos eleitores dos dois candidatos - estaria disposto a aceitá-la.)

Entenda as mentiras matemáticas, e você será capaz de revelar muitas verdades encobertas por um nevoeiro de mentiras.

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