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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Política nacional de segurança pública baseada no desarmamento fracassa e Nordeste segue campeão de homicídios também entre os jovens.

O problema é que o enfrentamento do crime organizado, do tráfico de drogas, como diretriz de segurança pública é a exceção.

A política nacional nessa área vem, há quase uma década, insistindo recalcitrantemente no viés de desarmamento civil como instrumento de redução de violência, o que tem se mostrado um enorme e desastroso equívoco. 

Em todas as edições do Mapa da Violência já publicadas registram-se índices nacionais de homicídio superiores aos anteriores à publicação do Estatuto do Desarmamento; desde 2003, os homicídios aumentaram em pelo menos 20, dos 27 e sete estados brasileiros; e, em 2011, o fechamento estatístico aponta para o recorde de homicídios, com um total estimado superior a 52 mil vítimas. 

Não é necessário nenhum esforço para se concluir que é uma política fracassada, que simplesmente não funciona. 

Se funcionasse, o Nordeste, campeão em adesão às campanhas de desarmamento, jamais poderia ser também campeão no crescimento de homicídios. 

O problema é que a ideologia dos hoje responsáveis pela segurança pública nacional os cega, e essa cegueira está matando, inclusive os nossos jovens.

No Brasil, os números reforçam a relação constatada pelo mundo, mas pela conclusão oposta. 

Traçando-se um paralelo analítico entre os dados brasileiros e os estadunidenses, constata-se não se poder atribuir altas taxas de homicídio às armas civis, muito menos – este o grande exemplo – tentar reduzir tais crimes pelo banimento destas armas. 

Por aqui, a taxa de armas com a população é mais de dez vezes menor que a dos EUA, mal alcançando oito armas para cada 100 habitantes. 

Ao mesmo tempo, a taxa de homicídios com armas de fogo (18,1/100mil) é mais de seis vezes maior do que a dos EUA (2,97/100mil). 

Nas taxas gerais de homicídio – praticados por qualquer meio -, a relação não muda: 27/100mil contra 4,2/100mil.

Agora imagine a cena: um assaltante que irá assaltar alguém, sabendo que na multidão haverá várias pessoas armadas, ele levará vantagem? 

Nunca. 

Ele será um alvo. 

Pensem nisso.

"Então a arma da Polícia Legislativa Federal serve para agressão? Ou serve para que esses policiais protejam os deputados e senadores e as pessoas que circulam pelo Congresso Nacional?", questionou. 

Ele também criticou os que dizem que o Estatuto do Desarmamento foi um sucesso. "É uma mentira. 

Os homicídios continuam aumentando em todo o Brasil. Só se descobre a autoria de 8% dos homicídios. Em 92% dos casos, não se sabe quem cometeu o crime. Então não se pode jogar para o cidadão comum a autoria dos homicídios por arma de fogo", afirmou.



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