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domingo, 5 de agosto de 2012

Parece piada, mas não é. O advogado de Dirceu, Toffoli, irá julgar o réu(Dirceu)! O STF é o escritório de advocacia do PT?

Henrique Oswaldo Motta comentou a matéria Com apoio de Lula e de colegas do STF, Toffoli irá julgar mensalão” e foi escolhido como a Opinião Pública da semana. E você? Já deu sua opinião?

A posição do ilustre ministro Toffoli é apenas de total desrespeito aos art. 134 e 135 do Código de Processo Civil (CPC). Não se trata de “estar descontente quanto a sua imparcialidade”, mas sim da incapacidade de uma pessoa humana, juiz do STF ou não, de obter o distanciamento necessário entre a sua função de julgador e a sua condição de quem, como indica a reportagem, foi advogado do PT (maior interessado no julgamento e na absolvição), e se diz amigo do Sr. Luiz Inácio (que não viu nem soube de nada, mas que deveria estar sendo também processado, pelo menos por desídia e incompetência no exercício da atividade para a qual era pago por nós contribuintes) e do José Dirceu, acusado de ser o mentor ou chefe da quadrilha.

O art. 135 do CPC diz que “reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz quando: I – amigo íntimo de qualquer das partes e V – interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes”.
Não sabemos, é claro, o grau de intimidade do ministro com o Sr. Luiz Inácio e com o Sr. José Dirceu, mas sabemos que não deve ser pouco, considerando as funções que exerceu com os mesmos e também por ter sido indicado pelo primeiro para a função que hoje exerce (será que no fundo no fundo não se sente em dívida com este?).
Portanto, caro ministro, sinta-se ao menos constrangido perante os seus pares e a opinião pública e declare seu impedimento. Caso tal não ocorra, espera-se que o ilustre Procurador Geral argua então a suspeição na forma da lei.

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