segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Empresários governam e usam políticos como fantoches. Corporocracia ou Corporatocracia, ou ainda "O governo das grandes empresas", é a denominação de um governo presumível em que o poder seria transferido do Estado (ou seja, de exercido em nome do povo) para o controle por empresas privadas. Dirceu agiu em favor de empresários na Casa Civil, diz jornal.



Documentos oficiais que revelam os bastidores da atuação de José Dirceu no
comando da Casa Civil, entre janeiro de 2003 e junho de 2005, explicitam troca 
de favores entre governo e partidos aliados, intervenções para que empresários 
fossem recebidos em audiências e controle sobre investigações envolvendo 
nomes importantes da máquina pública.
Dirceu deixou o governo em meio ao escândalo do mensalão,
acusado de comandar uma "quadrilha" disposta a manter o PT no poder 
via compra de votos no Congresso — ele é um dos 37 réus do julgamento 
em curso no Supremo Tribunal Federal. 
Desde a saída do governo, mantém atuação partidária e presta serviços de
consultoria a empresas privadas no Brasil e no exterior.
Mais de cem ofícios dos primeiros anos do governo Lula agora tornados públicos tratam 
quase exclusivamente da ocupação dos cargos públicos por partidos aliados. 
Sob a "incumbência" de Dirceu, Marcelo Sereno, seu chefe de gabinete e braço direito, 
despachava indicações de bancadas, nomeações e currículos para os mais variados 
cargos federais.
Os documentos liberados mostram, além disso, pedidos de colegas de partido de Dirceu. 
Em 11 de fevereiro de 2003, por exemplo, a deputada estadual petista Maria Lúcia Prandi 
envia mensagem onde diz tomar "a liberdade de estabelecer contato no sentido de 
solicitar audiência para tratar de questões referentes à condução de articulações no 
sentido de consolidar a relação partidária com as ações governamentais, em especial 
assuntos relativos à atuação desta parlamentar na Baixada Santista".

Os registros mostram ainda que Dirceu mantinha uma rede de informações que 
ultrapassava os órgãos federais de investigação. O serviço era tocado pela 
Secretaria de Controle Interno. Vinculado à Casa Civil, comandado à época por 
José Aparecido Nunes Pires, celebrizado em 2008 por ter sido apontado como um 
dos autores do dossiê com dados sigilosos sobre os gastos com cartões corporativos 
no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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