domingo, 15 de julho de 2012

Ministério da Saúde exige assassinatos do melhor amigo do homem. Cães brasileiros terão assassinato em massa?

O decreto do senado federal nº 51.838, de 14 de março de 1963, que determina o assassinato de cães com suspeita de leishmaniose visceral canina.

A lei está ultrapassada e tem se mostrado absurda, porque nesses mais de 45 anos de vigência, muita se aprendeu a respeito da LVC.

1) Não são os cães os transmissores da doença, e sim o mosquito palha.

2) Mesmo os cães doentes podem ser tratados de forma a levarem uma vida normal e sem feridas na pele, que são essenciais para que o mosquito retransmita a doença.

3) Outros animais, inclusive o homem, podem ser portadores do parasita.

4) O exame para detectar a leishmaniose é altamente ineficaz, apresentando vários resultados falsos-positivos e falsos negativos. Sendo assim, mesmo um cão sadio pode ser sacrificado.

5) Após 45 anos de assassinatos, a LVC continua se espalhando pelo Brasil, provando a ineficácia da eutanásia.

6) O Brasil é o pioneiro na fabricação da vacina contra a LVC, mas é o único país no mundo onde a barbárie contra os cães continua sendo praticada.

7) Além da vacina, existem outras formas de se previnir a doença como a coleira repelente e uma política pública de informação e combate ao mosquito palha.
Ajude a salvar os cães brasileiros do assasinato em massa:
1. Se o exame sorológico realizado pela secretaria de saúde der positivo, quer dizer que meu cão tem mesmo leishmaniose?

Não necessariamente. O diagnóstico da Leishmaniose é complexo e envolve a realização de mais de um exame laboratorial associado ao exame clínico do animal feito por veterinário. Por isso é importante realizar ao menos outro exame como contra-prova. No exame sorológico realizado pelo GDF há problemas de cruzamento com outras doenças.
Até verminoses comuns e erliquiose (doença do carrapato, muito comum no DF) podem dar um "positivo" no exame sorológico. Assim, seu cão pode ter apenas doença do carrapato ou vermes comuns e testar positivo para Leishmaniose!! E, independentemente de reações com outras doenças, todos os exames têm uma margem de erro.

Centenas de cães estão sendo mortos sem a certeza de terem Leishmaniose.

Mas que exame seria essa contra-prova?

O exame de contra-prova deve ser feito por métodos parasitológico (citologia) e molecular (PCR), com material coletado da medula óssea ou linfonodo do animal.

Caso o resultado do exame sorológico feito pelo GDF dê positivo, converse com seu veterinário e peça a realização de um exame como contra-prova.
2- Se o exame sorológico do meu cão deu positivo, os agentes de saúde podem entrar em minha casa e levá-lo para matar?

NÃO. A Constituição Federal, que está acima de qualquer lei distrital e federal ou portaria, prevê que sua casa é inviolável. Ou seja, qualquer entrada não autorizada em sua casa requer ordem judicial.
O Superior Tribunal de Justiça decidiu em uma Ação Civil Pública, proposta no Mato Grosso do Sul, que animais só podem ser mortos com o expresso consentimento do proprietário e após a realização de exame como prova e de contra-prova. Se algum agente de saúde o ameaçar, isso é abuso de poder. A decisão de sacrificar um animal é do proprietário, e algo muito sério.

3- O que eu posso fazer para meu cão não ser infectado?

VACINE seus cães – a vacina oferece de 80% a 95% de proteção, ou seja, a chance de um cão vacinado ser infectado pela doença é mínima. Existem estudos que dizem, inclusive, que mosquitos-palha (flebótomo) que picam cães vacinados podem perder a ação infectante
Portanto, a vacina também é um instrumento de combate à doença.

Providencie coleiras que protegem os cães contra picadas de mosquitos (Scalibor) ou pour-ons repelentes (Advantage Max 3, Pulvex Pour-on). A coleira, em particular, além de repelir o inseto, causa a morte daqueles que picam o cão, portanto, também é uma medida de combate a doença. A própria Organização Mundial de Saúde recomenda o uso dessas coleiras nos cães como medida para combater a doença.

4- Ouvi dizer que a vacina é ineficaz, deixa o animal soropositivo e que o Ministério da Saúde não a autorizou. Ao ser vacinado, o animal não se torna um transmissor da doença para o mosquito-palha?
Nenhum animal (ou humano) contrai uma doença ao ser vacinado! Ao contrário, a vacina é mais uma proteção. Ela estimula uma reação de defesa do organismo contra o agente causador da doença.
A vacina contra a Leishmaniose oferece alto índice de proteção – 80% a 95 %. Para se ter uma idéia, a vacina anti-rábica canina distribuída pela campanha do GDF oferece até 40 % de proteção e a vacina humana contra póliomelite oferece entre 13 % e 50%.

Se o seu cão for vacinado, guarde os exames (negativos) feitos antes da vacina e o comprovante de vacinação. Ao receber os agentes de saúde, mostre estes documentos. Isso mostra que você está tomando as precauções devidas para combater a doença. Esta precaução tem sido respeitada pelos agentes no Lago Norte.(DF)

O registro de vacinas de uso animal é realizado apenas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e não pelo Ministério da Saúde (MS). O que o MS não recomenda (ainda) é o uso da vacina canina como medida de controle da leishmaniose visceral humana.

5- O que a Organização Mundial de Saúde (OMS) diz sobre o método de sacrifício de cães como forma de combater a Leishmaniose?
Ao contrário do que tem sido divulgado, a OMS e vários pesquisadores questionam a eficácia do sacrifício de animais como medida de combate à doença. Isso é visto claramente no DF, onde a doença, mesmo com a matança de centenas de animais na região do Grande Colorado.
A matança de cães é ineficaz, entre vários motivos, porque:
* Vários outros animais (inclusive humanos) também são reservatórios da doença para o mosquito;

* O alarmismo causado ao se culpar os cães aumenta as taxas de abandono desses animais, aumentando, conseqüentemente, o número de cães errantes e imunodeprimidos que podem ser alvos da doença;

* Pessoas que tem seus animais sacrificados, frequentemente levam outro animal para casa sob as mesmas condições de exposição à contaminação, principalmente filhotes ainda não imunizados.

http://www.proanima.org.br/ouca-a-voz-dos-animais/animais-de-companhia/saude/leishmaniose
Nós, abaixo assinados, exigimos que o decreto do senado federal nº 51.838, de 14 de março de 1963, que determina a eutanásia de cães com suspeita de leishmaniose viceral canina, e que tem mostrado absurda, seja revogada.

Não queremos que os cães suspeitos de estarem contaminados com Leishmaniose continuem a ser assassinados injustamente em nosso Pais.

São bastante os motivos que se seguem:

1° Os cães não são os responsáveis pela disseminação da doença, e sim os mosquitos transmissores (mosquito-palha).

2° O exame de sangue que é feito para avaliar se um cão está doente já se mostrou ultrapassado por apresentar alto índice de resultados falsos positivos e falsos negativos, perdendo assim confiabilidade e decretando à morte inúmeros cães que poderiam estar saudáveis em companhia de seus donos.

3° Após mais de quarenta anos de assassinato de cães a doença continua tendo seus índices de contaminação aumentados, o que mostra a ineficácia desta medida.

4° Após mais de quarenta anos de estudos sobre a doença muito se descobriu e se aprendeu sobre ela, e embora seja o Brasil o país pioneiro na fabricação de vacina canina contra a Leishmaniose é ainda um dos únicos a praticar o absurdo do extermínio de cães suspeitos, sem que ao menos seja feita uma contraprova com exames mais modernos e precisos, amplamente conhecidos pelos profissionais veterinários.
5º Mesmo o animal comprovadamente doente com Leishmaniose pode ser tratado e mantido sem feridas na pele, fator indispensável para a transmissão ao mosquito, e sob cuidados tais que não se tornem transmissores da doença, sempre lembrando que a ciência evoluiu e possibilitou conhecer muita coisa que em 1963 não se sabia.
6° Nos dias atuais não podemos mais aceitar que qualquer animal seja eliminado de modo tão incorreto e absurdo quanto o é na pratica desta lei.
Portanto exigimos sua imediata revogação.

Acesse:
http://www.ipetitions.com/petition/calazar/index.html
Assine o abaixo assinado pedindo a revogação dessa lei absurda! A assinatura é gratuita.


População exige gratuidade na contra-prova de leishmaniose


 

Leishmaniose:trate do seu animal - não sacrifique.


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