sábado, 9 de junho de 2012

Prisão perpétua para ex-ministro.


O ex-ministro ruandês da Juventude Callixte Nzabonimana foi  condenado à prisão perpétua pelo Tribunal Penal Internacional para o Ruanda, pela sua implicação no genocídio que matou 800 mil pessoas no país, noticiou a agência Hirondelle.
O tribunal deu como provado que, em 1994, Nzabonimana perpetrou genocídio, conspiração para cometer genocídio, incitação pública e direta para cometer genocídio e extermínio - todos crimes contra a humanidade.
Segundo o Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR), o antigo ministro ruandês acordou com outros membros do então governo interino instigar o extermínio da população tutsi na região de Gitarama.
De acordo com a Organização das Nações Unidas, 800 mil tutsis e hutus (grupos étnicos, com os hutus em maioria) foram mortos nos cem dias que durou a barbárie.
O mundo inteiro sabe do genocídio ruandês de 1994, quando, a maioria de raça hutu matou a tiros, facadas e machadadas 75 por cento da minoria tutsi, mais de um milhão de pessoas. Os tutsis também cometeram crimes, mas o Tribunal Penal Internacional decidiu não investigá-los, sob o pretexto de que estavam previamente justificados como reações compreensíveis da minoria oprimida à violência da maioria agressora.
Resultado: os hutus e principalmente seus comandantes militares entraram para os anais da crueldade universal como autores únicos e exclusivos de um massacre despropositado, politicamente inútil e moralmente abjeto.
Depois do massacre, impôs-se no país a milícia tutsi da Frente Patriótica do Ruanda, encabeçada pelo atual presidente, Paul Kagame, que governa o território com uma administração dominada por esta etnia minoritária.


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