quinta-feira, 7 de junho de 2012

O Exército está perdendo sua única vantagem: a confiança da população. A FAB, antigamente considerada benemérita na Amazônia, já perdeu, quando, por falta de combustível, passou a voar para a Funai e o Ibama, os inimigos do progresso. Agora ,é a vez do Exército. Pode ser que, ideologicamente cooptados, alguns militares o façam com prazer. Nesse caso, são traidores.


Gelio Fregapani Comentário nº. 115
Assuntos:
Pequenas Notícias

Desindustrialização

Para que Pleitear Vaga no Conselho de Segurança? Orgulho e Vergonha.

Publicado em 15 de novembro de 2011

Pequenas notícias

Em julho, a Funai recebeu 7 mil dólares para permitir a uma equipe de jornalistas australianos entrar na terra de índios, e o tradutor manipulou a “tradução”.
A cobrança irregular e a farsa da tradução foi descoberta semanas depois. Continua a mesma!
Depois dos diversos escândalos das ONGs, o governo suspende, por 30 dias, os pagamentos, e quer extinguir, de vez, convênios com elas.
Esperemos que, além das corruptas, atinja também as indianistas e ambientalistas que trabalham contra a Pátria, e, depois, expulse as piores – as controladas pelo estrangeiro.

Cesare Battisti está hospedado na residência de Magno Carvalho, o Diretor do Sindicato dos Empregados da Universidade de São Paulo, que comandou a “guerrilha” dentro do campus da universidade. Bem orientados, não?

Mercados colapsam nos Estados Unidos e na Europa. A dívida dos governos é impagável. Já se diz que esta situação será pior que a grande depressão americana de 1930. Essas crises costumam terminar em guerras.

O pré-candidato republicano Mitt Romney acusou, nesta quinta-feira, o presidente americano, Barack Obama, de ser ingênuo perante o Irã e prometeu que, se for eleito presidente, "preparará a guerra" contra a República Islâmica.

A desvalorização de outras moedas, bem como os juros altos, desestimularam a produção e fizeram que a indústria brasileira perdesse espaço, não só para a chinesa, mas também para a de outros países. Protecionismo faz parte da solução.

Ambientalistas, querendo preservar um naco da floresta, sugerem que,
em vez de construir Belo Monte, seja construída uma barragem no Tietê
que inunde a cidade de São Paulo. Ou são idiotas ou pensam que nós somos.
Está em discussão na Presidência da República uma reestruturação do
Incra para reduzir suas atribuições e buscar alguma eficiência em sua missão
original de controlar a estrutura fundiária do País. Que bom! Até agora
o Incra só criou conflitos e prejudicou o progresso. O Incra é considerado
na Amazônia como um dos dentes do garfo do diabo, juntamente com a
Funai e o Ibama.

Continuaremos a nos desindustrializar?

Apesar dos nossos imensos recursos naturais, nossa base industrial está sendo desfeita pela impossibilidade de concorrer, mesmo no mercado interno, com a mão de obra mais barata dos orientais e com a melhor administração e a tecnologia superior de uns quantos outros. Os produtos primários nos dão, com a folga financeira, oportunidade de avançar na indústria, a única ação que pode nos conduzir ao primeiro mundo.Como?
Inicialmente dificultando a importação de coisas que podemos fazer; oferecendo o mercado a quem fabricar aqui. É protecionismo? Claro, mas nenhuma economia cresceu sem certa dose de protecionismo. Somente depois de estabelecer sua base industrial foi que os povos atualmente hegemônicos passaram a propugnar pelo livre comércio. Felizmente, há indícios que estamos entrando nesse caminho, com elevação dos impostos para os carros importados.
Em seguida, estimulando e financiando a pesquisa, a ciência e a tecnologia.
Custa dinheiro? Certo, mas nossa situação econômica o permite.
A pobre Índia consegue. Por que não nós? Na verdade, só a pesquisa contínua
pode levar ao progresso contínuo. E, claro, mudando nossa inviável Constituição, para a qual não existe diferença entre empresas brasileiras de capital nacional e empresas brasileiras de capital estrangeiro. O governo FHC acabou com essa diferença e o governo Lula preferiu não tocar no assunto, embora fizesse parte de seu próprio discurso eleitoral.
Paradoxalmente, a Dilma parece compreender e a agir segundo o interesse
nacional. Claro que encontra oposição dos entreguistas em nome de um liberalismo distorcido, mas, ao menos nesse caso, devemos aplaudir e estimular.

ONU? Para que?

Desde o governo Itamar Franco, o Brasil pleiteia um cargo permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Para que? O órgão é formado por 15 países – cinco permanentes e dez rotativos. O Conselho tem a mesma estrutura desde a 2ª Guerra Mundial. Os cinco principais vencedores da II Guerra tinham e mantém, teoricamente, poder de veto, mas isso só funcionava realmente num mundo bipolar e entre as duas superpotências de então. Agora, os outros quatro: China, Rússia, França e Reino Unido, todos nucleares, sabem que não serão atacados, mas veto mesmo é só para os EUA.
Tomar parte em um Conselho de Segurança sem poder de veto assemelha-se à masturbação: pode dar algum prazer, mas não leva a nada nem produz frutos.
Melhor desistirmos dessa pantomima e cuidarmos do nosso desenvolvimento, inclusive nuclear. Assim, poderemos ter até “algum” poder de veto. Orgulho e vergonha Tenho orgulho do nosso Exército. Emocionam-me a Epopéia dos Gua-rarapes, as lutas no Sul, os lances da Guerra no Paraguai, a FEB e tantas figuras heróicas, avultando a personalidade sem jaça de Caxias, que transformou adversários em colaboradores e ex-inimigos internos em camaradas de armas. Também tenho vergonha de alguns episódios. Não me envergonha a ação de 64. O Exército fez o que tinha que ser feito. Envergonha-me a quartelada que proclamou a República, encerrando o melhor governo que já tivemos e jogando o nosso País no caos. Envergonha-me do episódio de Canudos onde exterminamos nossa gente, além de ter demonstrado uma incompetência dificilmente igualada por outro Exército. Finalmente, envergonho-me do apoio dado aos órgãos traidores da Funai e do Ibama no despovoamento da Amazônia e da traição ao dificultar ao máximo a fabricação de armas no País. Talvez nossos militares, nos diversos níveis da hierarquia, tenham recebido ordens superiores de expulsar brasileiros de suas terras para entregá-las até mesmo a índios vindos do exterior; a impedir a agricultura e a indústria para preservar bagres e sapos, tudo a comando de ONGs estrangeiras, dirigidas pelo capital internacional. Eles sabem que estão agindo contra a Pátria, mesmo assim cumprem as ordens. Com tal atuação, o Exército está perdendo sua única vantagem: a confiança da população. A FAB, antigamente considerada benemérita na Amazônia, já perdeu, quando, por falta de combustível, passou a voar para a Funai e o Ibama, os inimigos do progresso. Agora ,é a vez do Exército. Pode ser que, ideologicamente cooptados, alguns militares o façam com prazer. Nesse caso, são traidores. Mais provavelmente o fazem por covardia, escudando-se, em nome da disciplina, numa distorcida lealdade que deveria ser primeiro para com a Pátria. Para esses ofereço, simbolicamente, uma pena branca. Eles sabem o que isto significa.
Que Deus guarde a todos nós!

Observações:
1) O Autor é Coronel do Exército, criador e comandante do Centro de Instrução de Guerra na Selva, e membro fundador da Academia Brasileira de Defesa;

2) As matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, o pensamento da Academia Brasileira de Defesa.

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