sábado, 9 de junho de 2012

Ministra da Justiça condenada a cinco anos de cadeia


O Tribunal Distrital de Díli, Timor-Leste, condenou, a ministra da Justiça, Lúcia Lobato, suspensa desde março, a cinco anos de prisão por crime de participação em negócio, mas a defesa vai recorrer da sentença.
Os juízes consideraram Lúcia Lobato autora moral de forma consumada em crime de participação em negócio relacionado com a aquisição de uniformes para a guarda prisional.
No final do julgamento, que começou no passado mês de abril, o advogado de defesa da ministra da Justiça, Sérgio Hornay, afirmou que vai recorrer da decisão, sem prestar mais declarações.
Lúcia Lobato começou por afirmar aos jornalistas que não queria recorrer da sentença, mas, acabou, por remeter a decisão final para os seus advogados.
A ministra foi suspensa de funções a 20 de março pelo parlamento timorense na sequência de um pedido do Tribunal Distrital de Díli para julgar Lúcia Lobato e um homem identificado como António Araújo Freitas.
O despacho do tribunal referia que eram "acusados do crime de corrupção, abuso de poder e de falsificação de documento".
Na sentença hoje lida a ministra da Justiça foi absolvida dos crimes de abuso de poder e administração danosa e António Freitas absolvido de todas as acusações.
Após a suspensão da ministra, o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, assumiu a responsabilidade pelo Ministério da Justiça.

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