terça-feira, 22 de maio de 2012

A tempestade vem chegando

A inflação tem aumentado mais do que o previsto? Ponham a culpa nas empregadas domésticas! O dólar está disparando? Ah, mas isto é bom para os exportadores! Tungada na poupança? Ah, foi só um pouquinho...

Prezados leitores,
Nesta semana, tenho acompanhado os principais jornais televisivos, para extrair do conjunto uma constatação: o Brasil está começando a embicar a proa.
Percebam o esforço do governo e dos seus mandarins da área econômica no afã de minimizar ou justificar os índices desanimadores que estão chegando, ainda relativamente suaves, como a fina chuva que antecede as trágicas tempestades tropicais.
A inflação tem aumentado mais do que o previsto? Ponham a culpa nas empregadas domésticas! O dólar está disparando? Ah, mas isto é bom para os exportadores! Tungada na poupança? Ah, foi só um pouquinho, e continua a ser o investimento mais seguro e tão rentável quanto sempre...
Ora, as domésticas! A inflação somente tenderá a subir, desde que o salário mínimo está indexado a uma fórmula que soma inflação passada e PIB. Não aprendemos nada com os erros de Dilson Funaro! A inflação não tem outro caminho que não subir a rampa, uma vez que o país atravessa um notório processo de desindustrialização e redução da produção de alimentos, promovido pelo duplo garrote tributário-burocrático, e pela ostensiva perseguição ao agronegócio, a deprimir a oferta em face do crescimento da demanda, ainda mais estando esta última artificialmente estimulada pela irresponsável expansão do crédito para além de todos os limites.
Ora, o dólar! Ora, os exportadores! Não tem sido o dólar mantido em alta até então pelo próprio governo? Porque só agora o governo foi atinar que a desvalorização da moeda americana é boa para o Brasil – por ser boa para os exportadores? Não foi a própria Dilma, que com palavras postas na boca dela por seu ministro “Mantega” (ou será ministro “Maionese”?), ficou a reclamar do tsunami de dólares a invadir o país? - Percebam bem: reclamava daqueles que acediam à sua generosa oferta de títulos públicos! Imaginem um dono de uma churrascaria reclamar de seu estabelecimento estar lotado por cobrar dez reais pelo rodízio? Ora, se os dólares estão chegando, deveriam estar decrescendo em valor.
Ora, a poupança! Em cento e vinte anos, jamais a poupança foi tungada, a não ser por breve período em que o então presidente Collor a reteve como empréstimo compulsório – e mesmo assim sem ter os seus rendimentos afetados. Agora, olhem por quais mãos foi ferida: as do Partido dos Trabalhadores - PT, aquele que sempre se posicionou ante os holofotes como o defensor das classes pobres e operárias! Foi pouco? Foi, sim, mas foi no “seu”, caro amigo! A diferença entre o dinheiro captado pela poupança e o dinheiro emprestado pelos bancos continua praticamente intocada, assim como incólume a ganância tributária estatal.
E já que estamos a falar dos juros, vamos a outro termômetro preocupante: os pátios das montadoras estão repletos! A mídia, abonadora do governo, tem investido no discurso das ótimas condições favoráveis aos consumidores e no “crédito responsável” praticado pelos bancos, negligenciando ao público que os calotes do setor têm escaldado os financiadores e que afinal, as pessoas não estão podendo mesmo trocar os seus carros, por já estarem atoladas em dívidas.
Estamos apenas vivenciando um momento de brumas. A tempestade vem chegando da Europa. Preparem-se.


Maus presságios que se confirmam

Publiquei na sexta-feira (18) o prognóstico acima, nada abonador, da situação econômica pela qual vivemos no país, desmentido o que vinha sendo divulgado pela grande mídia, a endossar as declarações diversionistas do governo ou servindo como antepara amortecedora às más notícias.
O artigo, em resumo, colocou aos leitores os fatos como estão acontecendo na realidade: Salário mínimo indexado, desindustrialização, redução da produção agrícola, aumento do crédito e tungada na poupança não podem resultar em prosperidade “sustentável” como agora está na moda dizer, mas apenas em um quadro duplamente depressivo e inflacionário.
Como há muito venho dizendo: não sou um gênio e gentilmente declino dos títulos que alguns leitores mais empolgados a mim conferem, como o de “doutor” e por favor, muito menos, o tal de “especialista”, ainda que eu tenha realmente um diploma de especialização em Direito Tributário. Faço isto em combate à “síndrome de doutorismo”, que assola o nosso país, pela qual qualquer imbecil acredita que com um canudo na mão se lhe atribua automaticamente a prerrogativa de afirmar com um olímpico semblante qualquer besteira sobre qualquer assunto que desconheça por completo. Está aí uma boa sugestão aos psiquiatras, para incluírem uma nova CID, isto é, se já não há.
Não, meus amigos! Sou só um brasileiro comum! A única diferença, e que parece cada vez mais se destacar, é que mantenho intacto o meu juízo, ciente que estou de todas as manobras gramscistas e marxistas performadas pelos empulhadores ideológicos, as quais acompanho permanentemente as pegadas. Só isto.
Se a mim se reputa algum “poder” de prever as coisas– e vocês podem conferir nos artigos que tenho publicado – não é por outra razão que não o conhecimento dos fundamentos da Escola Austríaca de Economia e de alguns grandes intelectuais clássicos, bem como o faro treinado para perceber o fedor dos embusteiros comuno-social-petistas. Quanto a estes, a regra é uma só: desconfie sempre do que dizem – todo discurso vindo de um comuno-social-petista tem segundas, terceiras e quartas intenções – aliás, frequentemente eles mesmos confessam isto ostensivamente, embora costumem imputar tal sentença a todas as pessoas, num gesto que em si já é a prova flagrante de suas urdiduras.
Meus textos tem gozado de credibilidade progressiva, considerando o número crescente de pessoas que passam a ler dos meus artigos com fidelidade e que repassam aos seus conhecidos! Sem nenhum tipo de patrocínio ou de propaganda – nem mesmo um mero cartão de visitas, dou-me o trabalho de distribuir - vou me virando para encontrar a verdade e apresentá-la aos leitores em linguagem destituída de tecnicismos que mais servem aos propósitos de ocultar.
Pois, ora, ora, vejam vocês que na própria noite da mesma data em que expus os maus fundamentos da nossa economia, o Jornal Nacional solta a boiada com a reportagem Índice considerado prévia do PIB cai pelo terceiro mês seguido, na qual que “a economia perdeu fôlego”. Segundo a matéria, “Os dados mais recentes mostram que a produção industrial e a demanda por crédito estão em queda, assim como a geração de empregos. A venda de carros nos primeiros meses de 2012 foi mais fraca e por isso os estoques das montadoras estão cheios.
Agora, preocupem-se e antecipem-se cada vez mais, porque o que vai agora é de lascar:
Como a atividade econômica está abaixo do que o próprio governo esperava, a presidente Dilma Rousseffpediu providências ao Ministério da Fazenda. Nesta sexta-feira, o ministro Guido Mantega se reuniu no fim da tarde, em São Paulo, com representantes do setor automotivo. Essa reunião faz parte de uma série de consultas que o ministro está fazendo com setores da economia. Em entrevista ao jornal Valor Econômico,Guido Mantega disse que na semana que vem vai anunciar um pacote de medidas para aumentar a oferta de crédito ao consumidor.
Como vocês podem ver, o ministro Maionese, isto é, Mantega, está anunciando que pretende conter o fogo com gasolina, ou ainda, que pretende tratar o diabético com doses extras de soro glicosado, para usar duas expressões bem clichês mas perfeitamente apropriadas.
A demanda por crédito está em queda, e não é por outra razão os brasileiros já estão fartos de se endividar! 

Quem começar a atrair para si mais dívidas, tende a fazer faltar para si o básico, inclusive a feira. Acabou-se a farra do dinheiro ex-nihilo! O que o governo que fazer é insistir em torcer a garrafa vazia para ver se ainda sai uma gotinha da sua cachaça destilada lá em Keynesilândia.
Percebam os leitores o comportamento cúmplice do governo com relação aos seus “intocáveis”, a ponto de se consultar com o setor automotivo para saber deles o que é preciso para a economia começar a crescer! Mais protecionismo, é o que dirão! Ei, ei, ei! Eu também sou brasileiro! Eu também trabalho e pago impostos, assim como o “Seu” João, dono de uma fábrica de panelas, ou a “Dona” Maria, dona de um restaurante!
Para piorar um quadro nada alentador, ainda na semana passada, em ocasião em a “presidanta” Dilma Roussef condecorou a economista Maria da Conceição Tavares com o prêmio Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia de 2011, a suprema mandatária aproveitou para decretar que “o Brasil vive momento de ruptura com a prática de delegar a condução do crescimento exclusivamente às forças de autorregulação do mercado, excluindo o interesse da sociedade das decisões econômicas” e que “o país vive uma “benigna” transformação de subordinação da lógica econômica à agenda dos valores indissociáveis da democracia e da inclusão social.”
Alguém aí quer apostar contra um avanço da malfadada interferência estatal na economia daqui por diante?
Para quem não conhece a condecorada ou andava meio esquecido, trata-se daquela bolorenta portuguesa naturalizada petista que com sua voz de taquara rachada e modos de um dono de bar de estivadores vivia em frente às câmeras televisivas a declamar as piores críticas às medidas econômicas realizadas pelos governos antecessores de Lula. Nunca falou algo que prestasse. Um amigo meu aludiu ao seu título de doutorado como o mais mixuruca do sistema de ensino, praticamente o “Mobral” da pós-graduação. Como lhe respondi, a um petista o que importa é o canudo, as comendas vêm no automático.
Pelo visto, o governo pretende simbolizar na figura da homenageada a fórmula da sua condução da política econômica. Escrevam aí: cuidem-se!

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