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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Cachoeira usou angolano para doar R$ 1 milhão ao caixa 2 de Lula em 2002

A CPI do Cachoeira tem tudo para desaguar nos negócios ocultos do companheiro $talinácio em Angola. O bicheiro Carlos Augusto Ramos derramou R$ 1 milhão no caixa 2 da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. A contrapartida seria o empenho de Lula em legalizar os bingos. A revelação é de Rogério Buratti – ex-assessor e amigo de Antônio Palocci Filho – o mesmo ex-ministro da Fazenda que foi o sucessor do falecido Celso Daniel na coordenação financeiro da primeira campanha presidencial vitoriosa de Lula. Buratti dedura que o intermediário da doação oculta foi o angolano Roberto Carlos Kurzweil. O empresário foi sócio de Artur José Valente de Oliveira Caio e José Paulo Teixeira Cruz Figueiredo, o Vadinho, dois bingueiros de nacionalidade angolana que foram investigados pela CPI dos Bingos por supostamente terem doado R$ 1 milhão à campanha de Lula em 2002. O retorno da história ao noticiário – feito pelo jornalista Cláudio Humberto – forçou Lula a deixar de lado seu tratamento pós-câncer e baixar hoje, de emergência, em Brasília, para reforçar sua blindagem na CPI do Cachoeira. A tendência é que, mais uma vez, as denúncias dêem em nada. Como a doação milionária não apareceu na contabilidade da campanha de Lula, é como se ela não tivesse existido. Não há provas. Tudo fica no campo do denuncismo. Na CPI, Cachoeira não deve comprometer o PT. Seu advogado Marcio Thomaz Bastos – que opera em sintonia com Lula – não deixará que a petralhada seja queimada. Mas se um Rogério Buratti da vida aparecer para depor podem aparecer novas revelações sobre arrecadação de recursos clandestinos que se transformam em dinheiro para negócios legais da turma ligada a Lula e ao PT.

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