sexta-feira, 30 de março de 2012

Medicina é vítima do crime organizado oficial. PE resolve reconhecer "diplomas" médicos do exterior

PE resolve reconhecer diplomas médicos do exterior

Em uma decisão absurda, o Governo de Pernambuco resolveu montar programa para reconhecimento de diplomas de brasileiros que se formaram em universidades no exterior.

Mas não se anime, pois Dr. House não resolveu exercer a medicina em Pernambuco.

Receberemos aqui centenas de “médicos” formados na Bolívia, Paraguai, Honduras e Argentina, onde vestibular é feito via pagamento no cartão de crédito, ou em Cuba, onde basta uma carta de aceite do Partido Comunista.

O caso da Bolívia chega a ser assustador.

Agências de recrutamento oferecem cursos a preços de banana para estudantes brasileiros. Atualmente 20 mil brasileiros estão nesta situação.

Você pode pensar que a culpa é do Brasil, já que poucas seriam as faculdades que oferecem curso de medicina.

Mas a realidade não é bem essa.

O Brasil é o segundo país com mais cursos de medicina em atividade, perdendo apenas para a Índia. Aqui são 180 cursos credenciados, onde é preciso fazer o vestibular.

Em uma reportagem do Fantástico, um estudante brasileiro conta os motivos de sua escolha pela medicina boliviana, onde na sala apenas um é natural do país andino. O restante da sala é de brasileiros.

“Eu tinha vontade de ser médico. Era um sonho, mas não tinha condições, porque meu estudo foi muito fraco. E uma faculdade particular, eu não tenho condições de pagar. Eu trabalho na área de saúde desde os meus 18 anos. Eu ingressei através da minha mãe que é auxiliar de enfermagem, que me colocou cedo na área de saúde. Comecei a trabalhar cuidando de idoso”, conta Lucas Rodrigues, estudante mineiro.



Casos como o de Lucas não são raros. Ao invés de se criar um programa de apoio com bolsas para se fazer o curso no Brasil, ou mesmo em universidades de ponta nos EUA, Japão e Europa, deixa-se criar uma situação absurda.

Aliás, aqui você pode encontrar um blog com propaganda sobre medicina na Bolívia. Outros sites mais bizarros propagam as maravilhas de se estudar na Bolivia, Argentina e Cuba. A propaganda diz tudo: “Estude medicina sem vestibular”.

Melhor é ler o artigo do médico pneumologista Edson de Oliveira Andrade, ex-Presidente do Conselho Federal de Medicina. Em 2004 fez este texto, já relatando da seriedade, mas insuficiência dos programas de medicina em Cuba.

Segundo ele, os médicos são formados já com as restrições do Estado. Em outras palavras, não usam um aparelho sequer de primeira linha. “Uma medicina para os interesses do Estado em vez dos pacientes”, disse.

E ainda relata dos processos de escolha de estudantes bolsistas, via aparelhamento político.

Mas o pior ainda não é isso.

Segundo o deputado Luciano Siqueira, o “médico” poderá receber o seu diploma validado, mas precisará prestar serviço de Programa da Saúde da Família por 2 anos em Pernambuco.

Em outras palavras, dá-se o diploma e em troca a comunidade pobre recebe um “médico boliviano ou cubano” para chamar de seu.

Transportaram do legislativo para a educação médica o toma lá dá cá.

A questão toda é a vontade de fazer proselitismo político após Lula prometer viabilizar o reconhecimento dessa turma que resolveu por conta própria fazer medicina no exterior (especialmente em Cuba), porque não conseguia passar em um vestibular por aqui, nem mesmo em faculdades privadas do interior de São Paulo e Rio de Janeiro, de qualidade duvidosa.

Queria mesmo era saber se na hora da doença essa turma do proselitismo gostaria de ser atendido por um médico formado na maravilhosa UDABOL, em Santa Cruz de La Sierra.

Talvez se isso acontecesse por acaso e perguntassem ao “médico” qual a garantia de melhora, este responderia:

“La Garantia soy Yo…”

Fonte: http://acertodecontas.blog.br/educacao/pe-resolve-reconhecer-diplomas-mdicos-do-exterior/

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