sábado, 10 de março de 2012

INCOMPETÊNCIA GENERALIZADA DO GOVERNO. CAÇA ÀS BRUXAS: DILMA PEDE MAPEAMENTO DOS INFIÉIS DO SENADO PARA PERSEGUIÇÃO AOS OPOSITORES. PUNIÇÃO AOS MILITARES DA RESERVA

O primeiro alvo é o PMDB, que simplesmente cruzou os braços e amplificou uma crise que até então estava restrita à bancada da Câmara.

Dilma amanheceu a quinta-feira convocando o vice-presidente Michel Temer (PMDB) para uma conversa de uma hora no Palácio da Alvorada. Ao longo do dia, Temer se reuniu com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Palácio do Jaburu, com o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), e o senador Eduardo Braga (AM), um dos porta-vozes dos dissidentes na Casa.

Foi a segunda reunião com o vice-presidente em menos de uma semana para tentar acertar os ponteiros com o PMDB. No sábado, antes da viagem para a Alemanha, Dilma já havia chamado o vice para um encontro no Alvorada, preocupada com o movimento dos rebeldes da Câmara. Ficou acertado que o governo liberaria algumas emendas para atender aos insatisfeitos.

Na noite de quarta, a presidente estava reunida com Ideli, com a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, definindo quais emendas ligadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) poderiam ser descontingenciadas, quando tocou o celular da ministra das Relações Institucionais. “O Senado explodiu”, disse o interlocutor. O secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, admitiu que a situação não é confortável. “É um momento tenso, mas é hora de entender que a democracia implica vitórias e derrotas”, disse. Por meio do porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, a presidente lamentou a rejeição, mas disse que “respeita a decisão do Senado e vai indicar outro nome”.

Farpas

O dia seguinte ao veto à permanência de Bernardo Figueiredo – homem de confiança de Dilma – na ANTT foi de troca de farpas no Senado. O petista Lindbergh Farias (RJ) responsabilizou o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), pela derrota e sugeriu que ele deixe o cargo. “É impossível o líder não saber daquele movimento. Deveríamos ter sido avisados”, criticou. “Temo que os deputados esperem a votação do Código Florestal para anunciar: ‘Agora é a nossa vez’”, acrescentou.

Jucá rechaçou a tese de que o PMDB tenha sido o fiel da balança para o mau resultado e voltou a afirmar que a derrota é consequência de uma insatisfação que acomete grande parte da base. “Há as mais variadas queixas de senadores, não só no PMDB, mas no PT, no PDT, no PTB e no PR. Em todos eles, houve votos dissidentes.”

Calcula-se que pelo menos 18 parlamentares aliados tenham votado contra o governo. A avaliação é que, no decorrer da sessão, os descontentes enxergaram no veto a Bernardo uma oportunidade para mandar um recado ao Planalto. No caso do PMDB, alguns encararam a possibilidade de impedir a recondução como uma maneira de enfraquecer o líder da sigla no Senado, Renan Calheiros (AL).

Um nome forte no setor ferroviário para suceder Bernardo Figueiredo seria o de Rodrigo Vilaça, hoje presidente executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF). O engenheiro eletrônico ocupa o cargo que já foi de Figueiredo na ANTF.

Entenda o caso

Em votação secreta na quarta-feira, o nome de Bernardo Figueiredo para presidir a ANTT foi rejeitado por 36 votos contrários à sua indicação, 31 favoráveis e uma abstenção.

A rebelião foi conduzida, em especial, pelo PMDB. Depois de deputados do partido assinarem manifesto com críticas e cobranças ao governo, parte da bancada no Senado decidiu usar a indicação de Figueiredo para revelar a insatisfação, aproveitando a votação secreta, que permite as dissidências sem eventuais retaliações do governo.

Além da questão política, parte da base era favorável à derrubada da recondução do diretor da ANTT por ele ser acusado de uma série de irregularidades – entre elas a suspeita de que teve ações de empresas privatizadas na época em que presidiu a Associação de Empresas Ferroviárias do Brasil.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) foi um dos articuladores da derrubada da indicação, com acusações contra Figueiredo.

http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/politica/2012/03/10/GOVERNO-FEDERAL-ADOTA-POLITICA-DO-MORDE-E-ASSOPRA-PARA-CONTER-REBELIAO-NA-BASE-ALIADA.htm

Retirada estratégica

Depois da derrota do governo na indicação de Bernardo Figueiredo para a ANTT, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ontem o adiamento da votação de duas indicações de diretores do órgão na Comissão de Infraestrutura do Senado. O governo ganhou prazo de uma semana para costurar a aprovação das indicações na Casa ou reavaliar os nomes. Ainda ontem, a presidente Dilma Rousseff anunciou a nomeação da engenheira Magda Maria de Regina Chambriard para o cargo de diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em substituição a Haroldo Lima. Como já havia sido sabatinada quando assumiu o cargo de diretora, ela não precisará ser novamente referendada pelo Senado.

Fonte:http://matipoweb.com.br/noticias/politica/1589-dilma-quer-lista-de-senadores-infieis-que-barraram-indicacao-na-antt.html




O governo determinou aos comandantes das Forças Armadas que os militares da reserva que assinaram nota com ataques à presidente Dilma Rousseff e ao ministro da Defesa, Celso Amorim, sejam punidos com advertência por ato de insubordinação.

Em texto divulgado na terça-feira (28), os oficiais reafirmaram ataques feitos por clubes militares a Dilma e disseram não reconhecer a autoridade de Amorim.

Os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica receberam do ministro ordem para "dar uma reprimenda" nos mais de 150 signatários da nota.

Cada Força tem seu regulamento, mas, em geral, a punição vai de advertência à expulsão --o que o governo não considera ser o caso.

Mesmo fora da ativa, os militares estão sujeitos à hierarquia das Forças, das quais Dilma e Amorim são os chefes máximos.

Ontem, mais oficiais da reserva aderiram à nota. Ela reafirma o teor de outra, do dia 16, na qual os clubes militares fizeram críticas a Dilma.

Segundo o texto da primeira nota, ela se afasta do papel de estadista ao não "expressar desacordo" a declarações de ministras e do PT favoráveis à investigação de fatos ocorridos na ditadura.

Após intervenção do Planalto e de Amorim, os clubes tiveram de retirar a primeira nota da internet.




Militares reafirmam críticas a Dilma e afrontam Amorim
LUCAS FERRAZ DE BRASÍLIA

Em nota divulgada, 98 militares da reserva reafirmaram recentes ataques feitos por clubes militares à presidente Dilma Rousseff e disseram não reconhecer autoridade no ministro da Defesa, Celso Amorim, para proibí-los de expressar opiniões.

A nota, intitulada "Eles que Venham. Por Aqui Não Passarão", também ataca a Comissão da Verdade, que apontará, sem poder de punir, responsáveis por mortes, torturas e desaparecimentos na ditadura. Aprovada no ano passado, a comissão espera só a indicação dos membros para começar a funcionar.


"[A comissão é um] ato inconsequente de revanchismo explícito e de afronta à Lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo", diz o texto, endossado por, entre outros, 13 generais.

Apesar de fora da ativa, todos ainda devem, por lei, seguir a hierarquia das Forças, das quais Dilma e Amorim são os chefes máximos.

O novo texto foi divulgado no site "A Verdade Sufocada", mantido pela mulher de Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel reformado do Exército e um dos que assinam o documento.

Ustra, ex-chefe do DOI-Codi (aparelho da repressão do Exército) em São Paulo, é acusado de torturar presos políticos na ditadura, motivo pelo qual é processado na Justiça. Ele nega os crimes.

A atual nota reafirma o teor de outra, do último dia 16, na qual os clubes Militar, Naval e de Aeronáutica fizeram críticas a Dilma, dizendo que ela se afastava de seu papel de estadista ao não "expressar desacordo" sobre declarações recentes de auxiliares e do PT contra a ditadura.

Após mal-estar e intervenção do Planalto, de Amorim e dos comandantes das Forças, os clubes tiveram de retirar o texto da internet.

CRÍTICA A AMORIM

"Em uníssono, reafirmamos a validade do conteúdo do manifesto do dia 16", afirma a nota de ontem, que lembra que o texto anterior foi tirado da internet "por ordem do ministro da Defesa, a quem não reconhecemos qualquer tipo de autoridade ou legitimidade para fazê-lo".

Agora, os militares dizem que o "Clube Militar [da qual a maioria faz parte] não se intimida e continuará atento e vigilante".

A primeira das três declarações que geraram a nota foi da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), para quem a Comissão da Verdade pode levar a punições, apesar da Lei da Anistia.

Depois, Eleonora Menicucci (Mulheres) fez em discurso "críticas exacerbadas aos governos militares", segundo o texto. Já o PT, em uma resolução, disse que deveria priorizar o resgate de seu papel para o fim da ditadura.

Veja o que ela pensa:]

[Notas Taquigráficas- Câmara Federal ] Sr. Presidente, venho falar que tem sido amplamente noticiado que a nova Ministra Eleonora Menicucci promete defender a liberação do aborto à frente da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Socióloga, professora titular de Saúde Coletiva da UNIFESP e filiada ao PT, ela assumiu o cargo na sexta-feira.
Menicucci integra o Grupo de Estudos sobre o Aborto e já relatou ter se submetido à prática duas vezes. Nesta segunda-feira, Sr. Presidente, ela afirmou que levará sua convicção e sua militância na causa para o Governo. Cito a nova Ministra:
"Minha luta pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e a minha luta para que nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalece".
Ora, Sr. Presidente, eu faço parte da base de apoio ao Governo, mas tenho de lembrar que ninguém é indicado para um Ministério para implantar no País suas ideias pessoais. Ninguém tem esse direito. O serviço público deve ser realizado com isenção, impessoalidade, mas não é isso que estamos vendo.
E podemos perceber claramente que a Ministra faz uma mistura dos fatos. Parece que ela deseja confundir as pessoas com uma argumentação falaciosa. Ela associa suas ideias favoráveis ao aborto com a luta pelos direitos sexuais e reprodutivos da mulher. O que uma coisa tem a ver com outra?




Evangélicos através da bancada no Congresso Nacional segundo Dep. Eduardo Cunha(PMDB-RJ) está se unindo para mostrar a indgnação a posse da nova Ministra da SPM (Secretária de Politicas para Mulheres) Eleonora Menicucci que defende o aborto.
As posições públicas da ministra a favor do aborto junto com declarações do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, no Fórum Social, no final do mês passado, acenderam a revolta nos parlamentares evangélicos.




ABORTO? NUNCA!

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