sábado, 4 de fevereiro de 2012

Dilma e Cuba: não fala mal para não atrapalhar os "negócios". Cuba sempre dependeu da ajuda externa. Primeiro, da União Soviética; depois da Venezuela, com Hugo Chàvez; agora é a vez do Brasil de Dilma Roussef.

Dilma Rousseff foi à Cuba com o direito de permanecer calada, revelando como a esquerda brasileira tem dois pesos e duas medidas quando fala dos direitos humanos, principalmente se for em Cuba. Lá não pode falara sobre direitos humanos do cubanos.

No ano de 1971 o poeta Heberto Padilla, foi preso, torturado e fez uma "declaração" pública, obviamente forjada, se retratando. O ditador Fidel falou: "A arte é uma arma da revolução".
Contra ele os escritores Octavio Paz, Julio Cortázar, Mario Vargas Llosa, assinaram um documento denunciando a opressão e agressão do governo cubano.

Em seguida, os idiotas-imbecis-corruptos, denominados "intelectuais brasileiros da esquerda" se mantiveram em silêncio, como se nada tivesse ocorrido. Pelo contrário, elogios ao regime e bajulações ao "comandante Fidel Castro" eram frequentes.

Em março de 2003 a ditadura de Cuba prendeu 79 pessoas por "delito de opinião", condenando algumas delas a quase 30 anos de cadeia.

A "Primavera Negra" fez com que escritor português, prêmio Nobel de Literatura, José Saramago, comunista, escrevesse no jornal El País, que não seguiria ao lado de Cuba.

A grande maioria da "esquerda brasileira" e de seus "intelectuais" continuou no mesmo barco.

Hoje Cuba mostra a falência do modelo criado pela "revolução", que nunca andou com os próprios pés. O governo roubou o povo, a economia cubana sobrviveu devido aos recursos de fora do país por estratégia geopolítica.

A economia cubana nunca conseguiu atingir níveis mínimos de eficiência e eficácia.

Depois da mudança no regime administrativo da União Soviética, Cuba criou a "distribuição da pobreza" e a "distribuição da riqueza" para a elite do governo, a Nomenklatura.

Raúl Castro não quer criar um setor privado que questionee o controle estatal sobre os setores e atividades principais da economia. Nem quer iniciar a transição para um regime no qual o Partido Comunista de Cuba (PCC) não tenha mais o monopólio da representação política - coisa que o Lula iniciou aqui no Brasil. Raúl Castro falou na abertura da primeira conferência do PCC, no último fim de semana, quando disse que o sistema de partido único é o admitido e avisou que a norma que limita a dez anos a permanência em cargos da alta hierarquia do regime será aplicada paulatinamente.

Raúl quer manter o poder baseado nas Forças Armadas. Elas controlam a grande maioria das empresas estatais do país. Lembrem que Raúl Castro foi o ministro das Forças Armadas desde 1959 até 2008, quando assumiu a presidência em substituição a seu irmão Fidel.

Ao optar por apoiar as reformas, sem querer pressionar por maior liberdade em Cuba, o governo brasileiro aumenta as possibilidades de perpetuação desse esquema de poder, ávido por negócios com empresas estatais e privadas estrangeiras para não diminuir seu controle ditatorial do Estado e seu domínio total sobre a economia.

Dilma é a expansora do "capitalismo estatal", já referido em post anterior neste blog.

Link: http://secao1.blogspot.com/2012/01/ascensao-do-capitalismo-estatal-vai.html

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