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sábado, 21 de janeiro de 2012

Revista Época revela gravações de esquema que facilitava repasse de verba federal às prefeituras

Nas gravações estão conversas de um juiz federal e de dois desembargadores investigados na Operação Pasárgada da Polícia Federal, deflagrado em abril de 2008.

A revista Época deste fim de semana revela trechos de gravações de conversas de um juiz federal e de dois desembargadores investigados na Operação Pasárgada da Polícia Federal, deflagrada em abril de 2008.

Na ocasião, a PF investigou prefeitos, advogados, lobistas e integrantes do Poder Judiciário em Minas Gerais, na Bahia e no Distrito Federal.

Todos estariam envolvidos num esquema de venda de sentenças que serviria para driblar o bloqueio de repasses de verba federal a prefeituras em dívida com o INSS.

O Ministério Público Federal denunciou os envolvidos com base no material colhido pelos policiais, como comprovantes de depósitos nas contas dos juízes e escutas telefônicas autorizadas pela justiça.

Um dos áudios, de novembro de 2007, mostra um diálogo entre o juiz federal Welinton Militão dos Santos, de Belo Horizonte, e o desembargador Francisco de Assis Betti.

A conversa gira em torno dos problemas que Wellinton estava tendo ao ser investigado por suspeita de venda de sentenças judiciais.

Betti combina com Wellinton de usar o nome do então secretário-geral da Presidência, Luís Dulci, como forma de demonstrar prestígio e passar para a corregedoria a falsa impressão de que o juiz também era influente no Planalto.

O desembargador mineiro se autodenomina como um "bandido" ao preparar a mentira.

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