domingo, 29 de janeiro de 2012

Grandes erros de Dilma: com R$ 237 bilhões em juros. Dívida vai a R$ 1,8 trilhão! Acreditam agora?

No primeiro ano, gastança financeira recorde e aperto acima da meta travam economia

Não foi por acaso que a economia do país desacelerou fortemente no ano passado, quando não deve ter crescido nem 3%. No seu primeiro ano de governo, a presidente Dilma Rousseff torrou R$ 237 bilhões em juros.

Para garantir essa gastança recorde, recorreu a um aperto fiscal superior até a meta de superávit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) em 2011.

Em vez dos R$ 91,8 bilhões previstos, R$ 93,519 bilhões, ou 2,26% do PIB, foram desviados da economia para gastar com juros em 2011. Em 2010, a derrama ficara em R$ 78,772 bilhões.

"A política de superávit primário expressa a hegemonia das finanças privadas sobre as públicas", observa o economista Miguel Bruno, do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea).

Ressaltando os prejuízos causados pelo privilégio dado ao capital financeiro, em detrimento do investimento público e aos gastos sociais, Bruno destaca que é cada vez maior a semelhança entre a crise européia e a situação vivida pelo Brasil há décadas.

"Em ambos os casos, o Estado é refém da lógica da financeirização, que beneficia rentistas e exige um determinado perfil estrutural (desregulação) e macroeconômico. Porém, o caso brasileiro é mais perverso, por causa das taxas de juros muito maiores", prossegue.

"A principal característica da financeirização é a reprodução do capital se dar predominantemente na esfera financeira. Isso dá um poder excepcional àquele segmento, fazendo, inclusive, com que a carga fiscal seja crescente, para fazer frente a compromissos também crescentes. Diante disso, minguam os recursos para investimento público e gastos sociais."

Em 2011, as despesas do Governo Central cresceram 3,4% sobre 2010. As receitas, porém, subiram 7,7% no período.


COM PAÍS PRATICANDO OS JUROS MAIS ALTOS DO PLANETA, DÉBITO PÚBLICO CRESCEU 10% ANO PASSADO

A Dívida Pública Federal (DPF) cresceu 10,17% em 2011, para R$ 1,866 trilhão. O número foi divulgado pelo Tesouro Nacional, ao apresentar o resultado do Governo Central - Tesouro, Previdência Social e Banco Central - ano passado.

O crescimento na DPF foi puxado pela dívida mobiliária (em títulos) interna, que saltou de R$ 1,603 trilhão, em 2010, para R$ 1,783 trilhão, 2011, mais 11,17%. Apesar da alta do dólar no segundo semestre, a dívida pública externa caiu 7,55%, de R$ 90,096 bilhões no fim de 2010 para R$ 83,292 bilhões no fim do ano passado.

Apenas em dezembro, a dívida mobiliária interna subiu R$ 30,447 bilhões. Contribuiu para essa alta a emissão de R$ 15 bilhões em títulos para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no mês passado.

O Tesouro recorre a esse mecanismo para emprestar os papéis ao banco, que os revende no mercado financeiro e ampliar o capital para financiar projetos de empresas conforme a necessidade.

Em todo o ano passado, o BNDES recebeu R$ 45 bilhões do Tesouro, o que foi fundamental para impedir uma desaceleração ainda mais forte da economia.

No início de janeiro, mais R$ 10 bilhões foram injetados na instituição, o que completou a ajuda de R$ 55 bilhões autorizada por medida provisória em março de 2011.

Apesar de ter caído no acumulado de 2011, a dívida externa subiu mês passado, de R$ 80,925 bilhões no fim de novembro para R$ 83,292 bilhões no fim de dezembro.

Os números completos da DPF de 2011 serão divulgados nesta segunda-feira. O Tesouro apresentará mais detalhes, como a composição e o prazo médio da DPF. Praticando os juros reais mais astronômicos do mundo, o Brasil, mesmo com as recentes quedas na taxa básica (Selic), tem nessa rubrica seu encargo mais pesado.

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