segunda-feira, 21 de novembro de 2011

América Latina entra em clima de declínio econômico. Brasil vai junto.

Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai foram avaliados como em declínio...

Uma piora das avaliações a respeito da situação atual da economia e das expectativas futuras fez o Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina recuar de 5,6 para 4,4 pontos entre julho e outubro deste ano, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Instituto Ifo. De acordo com o estudo, o indicador ficou abaixo da média histórica, o que sinaliza a entrada da região na fase de "declínio" do ciclo econômico, após permanecer na fase de "boom" entre julho de 2010 e julho de 2011.

Entre os países pesquisados, apenas o Paraguai foi avaliado no limite entre boom e declínio. Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai foram avaliados como em declínio, enquanto Bolívia, México e Venezuela tiveram índice de clima que aponta recessão. Em julho, cinco países estavam na fase de "boom".

O componente de situação atual na região passou de 5,9 para 5,2 pontos. "Apesar da queda, o nível superior a 5 pontos indica uma avaliação ainda favorável a respeito do momento presente. O componente de expectativas recuou de 5,3 para 3,5 pontos, sinalizando pessimismo em relação aos próximos meses", disse a FGV. Falta de competitividade, inflação, desemprego e escassez de mão de obra qualificada foram os principais problemas encontrados na América Latina.

"No caso brasileiro, o principal problema apontado é também a competitividade, mas a inflação aparece em segundo lugar, seguida de falta de mão de obra qualificada, déficit público e escassez de capital", afirmou a FGV. No ranking de países, a principal mudança foi a ascensão do Peru de quinto para primeiro lugar, com projeções de crescimento de até 6,5% neste ano. O Brasil perdeu uma posição, passando da sétima para a oitava.

O resultado da América Latina seguiu o movimento mundial. O ICE apurado pelo Ifo para 119 países caiu de 5,4 para 4,3 pontos entre julho e outubro. A sondagem antecipa tendências econômicas, com base em informações prestadas trimestralmente por especialistas nas economias de seus respectivos países.

Fonte: Terra

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